Por Eduardo

Como falei na resenha anterior, sobre O espadachim de carvão (leia aqui), literatura fantástica sempre foi minha a favorita. E, algum tempo atrás, pesquisando bons livros para ler, meu irmão Leonardo descobriu três bons livros para mim, que tratei logo de comprar: O Nome do Vento, primeiro dia de As crônicas do matador do Rei (resenhas no blog: 1 e 2, de Patrick Rothfuss, Jonathan Strange & Mrs Norrell(confira a resenha), de Susanna Clarke, e Os magos, de Lev Grossman, todos excelentes, inclusive já reli O Nome do Vento, por ocasião do lançamento d’O Temor do Sábio, segundo dia das crônicas; livros nota 5 em 5.

Por ter me causado tão boa impressão, decidi reler esse livro, que trás em sua capa um grande elogio de George R.R. Martin: “Os magos está para Harry Potter como uma dose de uísque puro malte está para uma xícara de chá”. Na época da minha primeira leitura, resenha aqui (resenha de Leonardo aqui), o livro me causou esse efeito, não por ser realístico, pois um mundo com magia, seres fantásticos e mundos de fantasia, não pode ser categorizado assim, mas era uma sensação de verossimilhança, de mais humanidade. A primeira obra que o leitor compara ao ler Os Magos, é Harry Potter (que também já apareceu por aqui: 1, 2 e 3). Nos livros de J.K.Howling, simplificando bastante, os personagens são no geral benignos ou malignos. Claro que há os traços de personalidade, mas no geral predomina esse maniqueísmo, pois desde a primeira aparição de cada personagem, qualquer um já categoriza os personagens em um dos dois times. Em Os Magos, isso não existe. Ninguém quer salvar ninguém, ou ao menos se preocupa em fazer o bem ou o mal a ninguém. Todos vivem suas vidas e aspirações, na maioria das vezes extremamente egoístas. Isso é muito interessante e divertido de se ler, não apenas como referência à Harry Potter, mas na leitura geral de livros de fantasia.

Sem me estender muito na história, pois há outras resenhas no blog que falam sobre isso, quero deixar aqui apenas a minha impressão de segunda leitura do livro: Eu havia superestimado o livro. Não que ele seja ruim, muito pelo contrário. O livro é lotado de referências a outras obras, inclusive a Dungeons & Dragons (RPG de mesa), a história e os personagens são muito bons e o desfecho do enredo é legal; Porém a minha primeira impressão, há alguns anos, tinha sido muito forte. Chego até mesmo a ter um certo arrependimento por ter relido o livro, e ter perdido um pouco dessa memória. Talvez o que tenha me causado essa “decepção” tenha sido até a minha maturidade literária. Hoje já li muitos outros livros, desse e de outros gêneros, e minha propensão a ficar empolgado com alguma coisa vai diminuindo. Mas o livro ainda é muito recomendado, compre, leia e tenha suas próprias impressões desse ótimo livro.

4 estrelas em 5