O comboio faz parte de muitos livros de viagens, mas não só, pois existe em variadíssimos enredos literários. Assim sem pensar muito, lembro-me do êxito recente de A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins, mas também de Morte no Expresso do Oriente, de Agatha Christie, A Mais Preciosa Mercadoria, de Jean-Claude Grumberg (cuja trama se passa num comboio para Auschwitz), Comboios Rigorosamente Vigiados, de Bohumil Hrabal, ou O Desconhecido do Norte Expresso, de Patricia Highsmith, que deu um filme incrível de Hitchcock. A LeYa concebeu este ano um comboio literário, em que os leitores viajam ao lado de uma vintena de escritores a quem podem pedir autógrafos e opiniões. A viagem faz-se de Lisboa a Évora, inclui visita à Feira do Livro desta cidade, um pequeno concerto de Luísa Sobral (também escritora, não esqueçamos), uma ida a Vila Viçosa, jantar, dormida e regresso. Tudo em carruagens bonitas, com livraria e bar. Esgotou, assim que anunciada na última sexta, esta viagem no comboio literário que tem o Alentejo por destino, mas talvez vá até outros lados noutras datas. Se não conseguiu bilhete, não desanime.
No comboio
Texto originalmente publicado em Horas Extraordinárias