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Fotografia da minha autoria |
«A vida é feita de momentos colecionáveis»
Março. Mês da primavera. Da mulher. Do dia do pai. E de ver a vida em suspenso. Quando, no início do ano, li A História de Uma Serva, senti-me a sufocar com aquele traço vincado de isolamento, mas estava longe de julgar ser possível vivenciar um nível significativo do seu caos. Contudo, comprovei, novamente, o quanto o futuro consegue ser imprevisível, por mais planos que delineemos, porque há uma série de condicionantes que nos viram do avesso. Mais do que nunca, é fulcral cuidarmos de nós e dos outros. E, se cada um fizer a sua parte, ficará tudo bem. Portanto, num período conturbado, fui criativa. Adaptei a rotina. Respirei fundo e não me permiti cair em histerismos, porque é importante não perdermos o foco e a esperança. E agarrei-me a todas as âncoras que são um ponto de luz num cenário atípico de neblina.
Voltar ao Dragão: Os primeiros raios de sol envolveram-me com um jeito sereno. Mas o coração palpitava num ritmo acelerado, exteriorizando o nervoso miudinho tão inerente a determinados reencontros. Porque a certeza de voltar a uma casa especial, para além de toda a emoção agregada, é indescritível. Pela nostalgia. E por percebermos que também é nossa. E eu, que sou filha do Dragão, sei que é aqui que pertenço. Como soube bem regressar [publicação completa aqui].
Storyteller Dice 2.0: A capacidade de contar histórias fascina-me. Pela envolvência. Pela cadência. E por nos transportar para realidades alternativas, que tanto nos podem inquietar, como nos podem sossegar. Por isso, há um ano, abri a gaveta de um projeto autónomo de escrita. E senti que, no seu primeiro aniversário, estava na altura de elevar a fasquia - e a dificuldade. Portanto, passarão a ser lançados dois dados, conferindo uma dinâmica maior às participações. Os princípios basilares desta iniciativa são os mesmos e terei todo o gosto em receber-nos nesta aventura criativa [publicação completa aqui].
Festival #EuFicoEmCasa: Este evento nasceu da vontade bonita de acalentar a esperança que habita os nossos corações, tornando o isolamento mais leve. Durante seis dias, num total de 40 horas musicais, foram 78 nomes a construir pontes virtuais, numa partilha inesquecível. Porque, como alguém referiu num dos comentários, «estamos distantes, mas não separados». O nosso maior festival online foi uma das iniciativas mais especiais a que assisti. Pelo cuidado. Pela disponibilidade. E por ser[em] um ponto luminoso no meio do caos. A todos os envolvidos, muito obrigada! [publicação completa aqui].
O dia do pai não teve direito a beijos, nem a abraços. Mas fiz um bolo de laranja, que é quase a mesma coisa. Pelo seu simbolismo.
Março nunca foi um mês de leitura por excelência. Contudo, nesta quarentena, aproveitei para quebrar essa tendência, num total de 12 obras. Até porque os livros são o nosso céu estrelado. Um abraço-casa. E uma janela para o mundo. No meio da incerteza, são a paz que nos serena. Que nos segura. E que nos acalenta a esperança. São chão. E são o lar para onde podemos sempre regressar. Portanto, para além de priorizar os Clubes de Leitura, participei numa maratona e procurei que a maioria das minhas escolhas fossem escritas por mulheres.
Sonhos Proibidos // Lesley Pearse: A capa delicada não permite antever a viagem inquietante que nos espera, mas é daquelas histórias que nos desarrumam por dentro, atendendo a que nos leva a colocar inúmeros aspetos em perspetiva e, talvez, a sentirmo-nos gratos pelo rumo do nosso destino. Porque todos temos que gerir privações e reviravoltas, mas o cenário descrito, página após página, é de uma angustia avassaladora, porque nos faz mergulhar pelo mundo obscuro do tráfico de mulheres e da prostituição. E o mais revoltante é perceber que a idade é um fator tão determinante e que tratam as meninas/mulheres como se fossem um simples objeto [Uma Dúzia de Livros // Março].
Onde Vivem os Monstros // Maurice Sendak: A premissa desta obra apela à nossa imaginação. Concede-nos a possibilidade de remexer nas nossas memórias de infância. E é ótima para desmistificar o medo dos monstros. Com um enredo sempre atual, tudo neste exemplar é pensado artisticamente, conjugando a diagramação, os sons e as repetições, a simbiose perfeita entre as palavras e as imagens e a própria atmosfera encantada e intensa. À medida que o nosso menino rebelde avança para aquilo que parece ser um espaço onírico, o tamanho das ilustrações aumenta até ao climax, «altura em que ocupam a totalidade da página», respeitando o sentido inverno assim que retorna a casa. E nesta linha aproximam-se dois pólos opostos [The Bibliophile Club // Março].
A Amiga Genial // Elena Ferrante: Este livro intercala momentos de afeto e de competição. Alerta-nos para as relações de dependência. E, sendo uma obra de contrastes, promove espaço para as minorias. Além disso, partindo de uma descrição sincera e simbólica, revela-se uma bandeira importante no que diz respeito ao papel da mulher na sociedade [porque o caminho permanece longo]. Envolta numa atmosfera ora violenta, ora sonhadora, constatamos que as duas meninas/adolescentes, por mais que se distanciem, nunca se separam, pois há sempre algo a uni-las [Ler é Conhecer // Feminismo].
Lá, Onde o Vento Chora // Delia Owens: A história da Kya deixou-me completamente sem palavras. Porque tem uma aparente simplicidade que nos angustia. Privada de amor, de companhia e de uma série de detalhes que, para a maioria de nós, são banais e intrínsecos à nossa existência, teve que aprender a sobreviver. A tomar decisões. A lutar contra o preconceito. E a sarar as feridas. Não estava, de todo, à espera do seu final. E isso desarmou-me. Além do mais, fiquei com a certeza de que, até onde o vento chora, é possível recomeçar. Esta obra é um testemunho de resiliência, que dificilmente esquecerei.
A Desordem Natural das Coisas // Margarida Rebelo Pinto: A fórmula não é original, nem sinto que me tenha acrescentado muito. No entanto, regresso sempre a esta autora porque tem uma escrita familiar e leve, onde consigo encontrar um pouco de conforto. Neste enredo, deambulamos entre o amor e a despedida, num triângulo amoroso que nos prova o quanto os nossos sentimentos são vulneráveis e imprevisíveis; e que não basta gostar e cuidar do outro: há muitas nuances no nosso percurso. E nem sempre caminhados no mesmo ritmo. E na mesma direção.
Maratona TBC: A Sofia [A Sofia World] e a Lyne [Imperium Blog] já há muito tempo que pretendiam preparar uma maratona literária. E este período de isolamento revelou-se o impulso certo para a iniciativa. Era possível resgatar temas anteriores, mas eu optei por continuar a explorar o de março: livros infantis e/ou infanto-juvenis. Depois de Onde Vivem os Monstros [Maurice Sendak], parti à descoberta de outros seis títulos: Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los [J. K. Rowling], Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald [J. K. Rowling], O Castelo dos Livros [Maria Teresa Maia Gonzalez], Aladdin [Walt Disney], O Diário da Princesa [Meg Cabot] e Harry Potter e a Pedra Filosofal - Edição Ilustrada [J. K. Rowling] [publicação aqui].
Mais Negro // E. L . James: É o segundo volume da trilogia As Cinquenta Sombras de Grey narrado pelo protagonista. E conhecer a história do seu ponto de vista é compreender o quanto a sua segurança exterior esconde uma enorme fragilidade emocional. A nível de escrita, pode não ser a obra mais genial - e sinto que a tradução tem alguns erros -, mas o poder das temáticas não deixa de me surpreender, até por testarem os nossos limites [físicos e morais]. Além disso, continuo a considerar que a troca de e-mails entre Ana e Christian é um dos pontos altos da narrativa. A alma sombria de Grey começa a sofrer algumas metamorfoses. E essa desconstrução é fantástica.
Black Swan: Este filme é psicologicamente violento. Vulnerável. Inesperado. Cru. Sombrio. Psicótico. Emocional. E bastante sensorial. Marcado por um ritmo frenético, em perfeita exaltação, chegando ao ponto de nos sentirmos a sufocar, torna-se evidente a dicotomia entre o Bem e o Mal. E a falácia da linha que os divide. Porque há demasiadas áreas cinzentas na nossa essência, interferindo com a nossa moralidade. Num estado apoteótico, revelamo-nos, sobressaindo a certeza de que, em nós, não existe um só lado [publicação aqui].
Três Cartazes à Beira da Estrada: Emocionalmente dicotómico, mistura drama e comédia. E inquieta-nos, pois mostra o peso das relações disfuncionais, da incompetência, da desigualdade [sobretudo, racial e de género] e do abuso de poder. Além disso, leva-nos a caminhar ao lado do preconceito, da hipocrisia da igreja, da doença [alcoolismo e cancro] e da propagação de ódio, que é gritante, ao ponto de toldar o caráter dos intervenientes. Mas é, também, uma prova de redenção, de libertação e da necessidade de fazer as pazes com o passado. Porque nem sempre conhecemos o suficiente das pessoas para compreendermos as suas motivações. E as suas feridas [publicação completa aqui].
Outlander: A primeira vez que li este nome foi graças à Sónia Rodrigues Pinto. E, confesso, fui ficando curiosa acerca dos livros desta saga, mas acabei por nunca a priorizar nas minhas escolhas literárias. E mesmo a série foi permanecendo em plano de fundo, até que, na semana passada, o AXN White a estreou na sua programação e eu resolvi parar de adiar. E, bem, o que andei a perder este tempo todo! É certo que ainda só vi três episódios, mas já me conquistou.
Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos: É um dos meus filmes favoritos. Porque tem uma história de superação absolutamente incrível! Maggie - a protagonista - «sabe bem o que quer na vida, só precisa de alguém que acredite nela». E o argumento faz-nos refletir sobre a necessidade de vencermos as adversidades, de não baixarmos os braços, mesmo quando tudo nos atrasa. Além disso, mostra-nos o quanto precisamos uns dos outros e que a partilha da dor pode sarar feridas passadas. O final deixar-me-á sempre destruída, pela brutalidade da decisão, mas, por mais rebuscado que pareça, também é uma demonstração de amor. Para os interessados, foi transmitido no domingo passado, na Fox Life.
Canto de Literatura // A Minha Estante Nova: Havia um canto da minha sala inutilizado, mas com potencial para ser algo mais. A hipótese mais óbvia para o aproveitar seria uma estante. E esta ideia foi balançando no meu pensamento. Porque, de facto, fazia todo o sentido, atendendo à quantidade de livros aglomerada em filas duplas. Após alguma pesquisa, optei por me deslocar ao IKEA, uma vez que descobri o modelo ideal para aquela tela em branco, funcionando como uma extensão do armário existente. Embora a cor destoe, não permiti que essa questão fosse um problema, sobretudo, porque estava mais focada na sua componente prática e funcional [publicação completa aqui].
Um Livro Por Cada Letra do Meu Nome: Quando criei a conta de instagram para As gavetas da minha casa encantada, comecei a estar mais atenta a perfis literários, sobretudo, por partilharmos um amor comum. Mas também por toda a inspiração e descoberta que advém de cada publicação. Enquanto verificava a minha secção dos guardados, deparei-me com uma fotografia da @bichodagalaxia, do ano transato, a quem tinha sido lançado o repto de responder à tag Um Nome, Vários Livros. A ideia principal consiste em escolher um livro por cada letra do nosso nome. Então, com uma nova abordagem, tive a ideia de abrir a minha lista de desejos da Wook e responder a esta provocação tão saudável com títulos que pretendo adquirir [publicação completa aqui].
Sete // Sugestões Para Isolamento [In]Voluntário: Para esta altura de isolamento, sinto que necessitamos de um colo acrescido. E de abraçar tudo aquilo que nos permita desligar um pouco da realidade. Não ao ponto de a desvalorizarmos, mas na medida certa para que não nos consuma a sanidade e a esperança. Deste modo, como não tenho competências para estar na linha da frente a lutar, auxilio como posso: cumprindo as diretrizes aconselhadas e produzindo conteúdo. Deambulando por áreas que me entusiasmam, aproveitei a magia do número sete para criar várias listas de sugestões [publicação completa].
Storyteller Dice // Pedalar Por Um Sonho: A manhã, que eu desejava que fosse célere, tardava a passar, como tantas outras nos últimos meses. Tentava manter a cabeça focada nas aulas, mas o meu pensamento só divagava para o momento em que ouviria o toque de saída. Então, aí sim, poderia sentir o peito descomprimido e aquela sensação calorosa de regressar a uma casa onde pertenço [publicação completa aqui].
A Minha Imagem de Marca: Um dos maiores superpoderes da blogosfera, no meu entender, é a capacidade da partilha em matrioska, inspirando-nos uns aos outros na nossa pegada virtual. Enquanto deambulava pelas casas que visito com regularidade, cruzei-me com esta publicação da Cherry. E percebi que era uma recriação do tema abordado pela Inês Mota, do blogue Bobby Pins [aqui]. Inspirada por ambas, descrevi aquela que é a minha imagem de marca [publicação completa aqui].
Bacalhau com Natas: O livro de receitas abriu-se numa página deliciosa, incitando-nos a confecionar uma opção gastronómica que adoramos, mas que nunca fazemos cá por casa. E o mais impressionante é que é muito simples de preparar. Após três dedos de conversa e uma partilha imediata - porque a comida une as pessoas -, estava na hora de quebrar esta tendência e deixar que este prato invadisse a cozinha. O resultado encheu-nos as medidas. E é mais uma receita para tornar, finalmente, regular à nossa mesa [publicação completa aqui].
Chás: Tudo fica melhor na companhia de uma chávena de chá, por isso, aproveito todas as ocasiões para abastecer a dispensa com opções que têm o meu coração. Quase sempre, quando faço compras no Auchan, trago jasmim a granel, mas a minha mãe encontrou estas saquetas da Lord Nelson [no Lidl] e, desde então, têm sido uma aposta recorrente, porque o sabor é muito fidedigno. Além disso, voltei a perder-me pelo Segredo Tropical, que combina, de forma equilibrada, coco e baunilha.
Pequenos-almoços & lanches: Estando em casa, tenho-me dedicado com mais afinco nestas refeições, até porque torna-se quase terapêutico. Entre panquecas, papas de aveia, ovos mexidos e bolos de caneca de aveia e banana, o segredo é mesmo termos vontade de fazer.
Saladas com quinoa: Este superalimento é um dos meus favoritos. Portanto, tenho-o introduzido na minha alimentação mais vezes, sobretudo, em saladas, deixando-as mais saborosas. E irresistíveis.
Carta // Maresia: A Marisa assumiu o compromisso de escrever mais. E deu asas a um desafio que a permitirá navegar nesse sentido, o Mar de Palavras. Para tal, colocou palavras em papéis, que vai tirando à sorte, escrevendo a partir delas. E foi graças a esta dinâmica que surgiu esta carta tão terna e emocional, que nos comove, porque é de um amor que nos transcende [publicação completa aqui].
A Minha Leitura é Melhor do que a Tua // A Sofia World: Sinto que este segmento do Moleskine já não é o mesmo se não tiver um texto da Sofia destacado, mas a verdade é que os nossos pensamentos partilham um dialeto comum, portanto, é muito fácil rever-me em determinados pontos de vista. Neste caso, focou-se num tema que me causa alguma comichão, porque não entendo a necessidade que as pessoas [não todas, felizmente] têm de colocar a leitura dos outros em causa, como se não fossemos livres de ler o que nos apetecer; como se só as suas escolhas fossem válidas. E como tenho zero paciência para estas guerras sem sentido, recomendo que leiam, que reflitam nesta análise e que percebem, de uma vez por todas, que não há leituras melhores ou piores. Há leituras. E cada um define as suas [publicação aqui].
A música salva-nos, porque expressa os nossos sentimentos em desalinho e espelha a esperança que nos move. E se defendo essa ideia desde sempre, corroborei-a ao assistir ao Festival #EuFicoEmCasa, no qual a onda de amor foi gritante. Em simultâneo, fui construindo uma playlist onde predomina o nosso idioma e o talento nacional, numa mistura de pop, hip-hop e um apontamento mais eletrónico. Na reta final do mês, o meu gira-discos imaginário alternou, ainda, entre o álbum de estreia da Cláudia Pascoal - ! -, a edição digital do Ep Caminho Live Session, do Martim Vicente, e do disco Future Nostalgia, da Dua Lipa.
Só Pra Que Saibas // Literatura Sexy: As Filhas da Pop - Filipa Galrão e Teresa Oliveira - alimentaram um podcast semanal, sempre com um ou mais convidados especialistas no tema de cada episódio. No sexto, de dezembro do ano transato, ficamos a entender «porque há literatura sexy e porque devemos ler mais», através de uma conversa muito descontraída e pertinente com a autora Helena Magalhães.
Fora do Contexto: De Norte a Sul do país, Hugo Sousa andou em tour com o seu mais recente solo de Stand-Up Comedy, cuja premissa não podia ser mais relacional: toda a gente se depara com situações caricatas, mal-entendidos e embaraços, muitas vezes porque alguém está fora do contexto. Gravado no CAE São Mamede, tem quase 1h30 de bom humor.
Convento de São Francisco - Ao Vivo: Os Quatro e Meia são uma das minhas bandas favoritas. Pelo talento. Pela originalidade. Pela identidade. E pela energia. Se querem um pedaço de serenidade na vossa vida, assistam ao belo concerto que gravaram em Coimbra.
Como é que o bicho mexe?: É importante retirarmos aspetos positivos de todas as reveses que vivenciamos. E este período de isolamento abriu portas aos diretos do Bruno Nogueira que, de segunda a sexta, a partir das 23h, nos recebe em sua casa, com o objetivo de manter a sua sanidade mental, «de exercitar o improviso, de não se acomodar e de alimentar a vontade de estar com os outros», encurtando a distância da maneira que, neste momento, é possível. Não acompanhei desde o primeiro, mas sinto que, durante o tempo da emissão, «tudo fica menos difuso» e um pouco mais normal. Recomendo imenso que vejam.
Faro & Neuza em Londres: Diogo Faro abraçou a missão social de «educar a Neuza, de lhe ensinar algo, de lhe mostrar um pouco do mundo». Para tal, levou-a até Londres. E este primeiro episódio demonstra bem a reação e o desafio do projeto. Que dupla que se juntou aqui.
Estado de Emergência Mental: Um vídeo da Bumba na Fofinha por dia e não sabem o bem que vos fazia. Sinto que este slogan - versátil - não podia estar mais indicado, porque ela é um poço de energia. Mesmo quando não está tudo bem. E este fragmento foca-se nisso: no facto de sabermos reconhecer quando nos faltam as forças e acusamos a pressão. E, como a própria refere, ter coragem é saber pedir ajuda.
É complicado agradecer, quando o estado de calamidade se abate na nossa rotina diária. No entanto, embora defenda que é válido irmos ao fundo, porque não está sempre tudo bem, acredito que é fundamental olharmos para o lado bom da vida. Isto já é difícil com uma atitude positiva, imaginem se nos permitirmos sucumbir. Portanto, quando sentirem que não estão a conseguir manter-se à tona, não escondam. Falem com alguém próximo ou, então, com profissionais qualificados. A vossa saúde mental é um assunto sério. Não desvalorizem. Numa nota mais esperançosa, em março senti-me grata por...
... Ter voltado ao Estádio do Dragão.
... Saber que os meus estão bem. E a respeitar todas as recomendações.
... Conseguir manter a minha energia positiva #vamostodosficarbem
... Todos os profissionais que lutam na linha da frente, contra todos os riscos e privações, para garantirem que os danos não são maiores. A vocês, que não podem ficar em casa, o meu profundo agradecimento.





















