Estar em Macau é bom por muitos motivos, mas talvez um dos mais importantes seja a estranha sensação de me sentir em casa. Na rotina diária, a ida à redacção do Ponto Final contribui de forma óbvia para essa sensação: se do outro lado do mundo não tenho uma redacção a que possa chamar minha, aqui tenho o prédio indescritível na Rua Camilo Pessanha onde, mesmo sem nenhuma obrigação editorial, me sinto sempre bem na mesa que me emprestam sempre que por lá passo. Depois há os amigos, as casas com gatos, os sítios onde me levam e onde não há turistas, nem casinos, as passwords de internet que já colecciono, mas isso já não cabe neste blog.
Estar em casa do outro lado do mundo
Texto originalmente publicado em Cadeirão Voltaire
