Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Não poderia deixar que ficasse em branco esses mais de 5.000 acessos realizados desde que o blog foi idealizado (precisamente dia 3 de julho de 2009). São 5.000 números que possibilitaram várias interpretações e reflexões. Espero que você, ao término desta leitura, possa contribuir deixando a sua opinião. Para você, caro leitor, seguem algumas divagações. Boa leitura.
Muitos afirmariam que o simples acesso não significa muita coisa, se o ato de ler não for concretizado; outros diriam que a maioria absoluta dos acessos fora realizada pelos próprios participantes do blog (não deixa de ser verdade, pois no meu caso não há um dia sequer em que um clique não seja dado); alguns, mais pessimistas, poderiam até afirmar que nosso blog não se diferencia em muito de tantos outros que por aí existem, e que ele, por não possuir o aval ou o peso da ciência literária, está fadado à mesmice e a atrofia, levando por sua vez a uma morte prematura.
Muitas interpretações e divagações à procura de sentido (e porque não sentidos?) é o que proponho aqui. O que é esse blog para mim? O que estes 5.000 acessos representam? Chegaremos aos 10.000 ainda “vivos”? Foi justamente nessa tentativa de buscar sentido – para valorar ainda mais nosso blog – que busquei nas minhas memórias, autores que pudessem sustentar minha explanação.
Na dedicatória ao leitor de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis disse que certa vez Stendhal confessou haver escrito um dos seus livros para cem leitores, e que não admiraria que sua obra, provavelmente, “não teria os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco”. Que perspectiva! É algo que não esperamos de um Machado ou um Stendhal. E se eu dissesse que estes autores dar-se-iam por satisfeitos, se angariassem a simpatia de um único leitor, o que você diria? Humildes ou simplórios? Era o “sentido” que os alimentava; essa coisa que valoriza uma ação – no caso deles a construção dos seus livros; para nós, o blog.
Este “sentido” de que tanto falo é aquela sensação interior de utilidade produzindo felicidade; manifestado naqueles momentos em que percebemos que nossas atitudes possibilitam um sorriso sincero, os valores são modificados e nossas ações causam experiências positivas. É saber que existem tantas Thamiris Sande, Lucilene Marcelo Almeida, ou Lorena Ramos que lêem nossos textos e compartilham (sem receio algum) suas histórias; saber que estamos aprendendo a escrever e ler melhor; saber que nossas reflexões contribuem com a formação intelectual do grupo. Ter a consciência que este “sentido” está sendo cristalizado é realmente gratificante e enriquecedor.
Para mim, comungar uma experiência como essa com dois grandes nomes da literatura – autores que, de forma marcante, conseguem fascinar e comover através do bom uso das palavras – foi de uma felicidade indelével, por saber que esses “Grandes” possuem o peso da História, além das palavras de ciência, tão importantes para nós, que almejamos sempre o melhor nos nossos textos.
Aqui termino minha curta reflexão sobre os mais de 5.000 acessos, e como havia escrito anteriormente, espero que você, leitor, possa contribuir com novas reflexões e divagações.
E então, o que tem a dizer?