Fotografia da minha autoria

«O passado está na cabeça, o futuro nas tuas mãos»

O amanhã é sempre incerto. E tenho aprendido a relativizar o seu peso, pois há aspetos que fogem do nosso controlo. Assim, libertando-me da ansiedade proveniente do que não conheço, tenho-me mantido fiel à essência de apenas despender energia naquilo que posso alterar, trabalhar e melhorar. E isso não só me deixa mais confortável, como também me permite focar. É nesta abordagem descomplicada, mas em sintonia com os princípios que fomento, que construo o futuro.

Quando criei o meu primeiro blogue, não projetei cenários. Deixei-me ir. Abri a porta ao improviso e à possibilidade de acolher registos que saíssem da minha zona de conforto. Por isso é que não planeio até à exaustão, porque gosto daquela margem vazia, da qual podem surgir realidades muito distintas e igualmente gratificantes. Por isso é que não meço a passagem do tempo que me espera e não consigo responder como me imagino, enquanto blogger, daqui a dez anos. Naturalmente, espero crescer dentro desta comunidade. Espero que esta plataforma continue a fazer sentido. E espero ter ainda mais histórias para contar - reais ou ficcionais. Mas avanço sem rede. Predisposta a abraçar metamorfoses e desafios. E aceitando o traço imprevisível.

Sentada a observar o blogue, vejo várias portas abertas. E uma série delas por abrir. Vejo um meio de comunicação que me entusiasma e uma casa que continuo a alicerçar no que me motiva e inspira. E todos os dias são uma nova folha em branco, que procuro colorir com as minhas palavras. Não tenho a pretensão de chegar a todos, mas quero preservar quem fica e caminha do meu lado. Se a minha mensagem tocar alguém, então, sei que me mantenho no caminho certo. Porém, acima de tudo, quero resguardar a sensação que me envolveu na data em que comecei: o frio na barriga de quem não sabe o que esperar, mas que acredita que a viagem tem tudo para valer a pena. Porque temos a mesma pele.

Tudo tem o seu tempo. E eu acredito que o meu ainda está para durar, porque olho para este projeto com amor e não como uma obrigação. Portanto, embora o amanhã seja indecifrável, conservo o mesmo arrebatamento ingénuo e genuíno. Sem fórmulas certas, apenas com vontade de criar. E de unir os pontos das minhas paixões. Que seja o que tiver de ser. Porque farei com que seja especial.

[Reflexão sugerida pela Matilde Ferreira - Cantinho da Tily - e pela Mary - Shimbalaiê. Muito obrigada a todos por estes dez dias ♥]