Com as livrarias do centro a fecharem as portas por causa das rendas, passo vários dias à procura de um alfarrabista que não há. Encontro algo parecido na Rua dos Ervanários, onde se sucedem as lojas de velharias conhecidas localmente por tin-tins. Numa delas, dois caixotes cheio de livros em chinês, de onde resgato estes dois. O primeiro é um manual de dança, com os passos devidamente ilustrados, o segundo é uma velha história sobre um reino celestial (isto é o que consigo saber depois, porque a Iris Lei, da redacção do Ponto Final, faz o favor de me elucidar, já que não tenho como ler os caracteres chineses).
Notas de viagem: Macau, à procura de alfarrabistas
Texto originalmente publicado em Cadeirão Voltaire
