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| Fotografia da minha autoria |
«Não tenho nenhum outro lugar para ir a não ser todos os lugares»
A Rua Formosa, em pleno coração da cidade Invicta, de portas abertas para outras ramificações, viu nascer um dos seus lugares mais emblemáticos. Transmitindo uma energia contagiante, através da qual se partilham cores, sabores e o sotaque portuense que nos faz sentir em casa, foram sempre os comerciantes que lhe deram vida. É por isso que o Mercado do Bolhão nos atrai, envolvendo-nos na sua identidade tão familiar.
A sua construção ocorreu em 1914 e o seu nome deveu-se ao facto de o terreno ser bastante enlameado e ser brindado com a passagem de um pequeno ribeiro. Como se «formava uma bolha de água», a associação foi praticamente imediata. Classificado como Imóvel de Interesse Patrimonial, em 2006, e Monumento de Interesse Público, em 2013, tornou-se urgente reabilitar este lugar que acolhe a alma das gentes do Porto.
O projeto de recuperação do Mercado do Bolhão pautou-se pela continuidade, modernizando o espaço, mas mantendo a essência. Assim, circulando pelas ruas que o caracterizam desde o berço, como a da Vitória, da Alegria, dos Abraços, da Liberdade, entre outras, percebe-se que há praças novas, uma zona de restauração convidativa e um elo profundo entre o seu lado arquitetónico, o seu lado comercial e o seu lado cultural.
Em setembro, após uma espera marcada pela curiosidade, fui descobrir a nova imagem e o pulsar que o reveste de vida. E fiquei encantada por encontrar, em cada detalhe novo e melhorado, a mística de sempre.
Renasceu! E, nesta metamorfose, guardou o dialeto emocional da cidade.
