Escrito por Eça de Queirós e recontado por Luísa Ducla Soares, este pequeno conto fala-nos do aborrecido Jacinto que, apesar de viver rodeado de todos os luxos e modernidades que existem, não é feliz. Jacinto é um homen culto, mas vive muito entediado. Até que resolve passar uma temporada longe da civilização, num velho solar em Torges. Para a viagem, manda todas as suas comodidades e modernidades, mas nada chega ao seu destino, pois os seus bens acabam por se perder. Em vez dos vários talheres a que está acostumado tem um garfo de ferro, em vez dos copos limpos e coloridos que adornavam a sua vasta mesa, Jacinto tem agora um copo velho e manchado de vinho. Mas afinal, até gosta da comida e até o vinho é do seu agrado.

Jacinto, nas palavras do narrador que como se nota em toda a narrativa, o acompanha nesta sua ida, fica muito desmoralizado. No entanto, como refere então o narrador na visita que lhe faz tempos depois, acaba por se render à beleza e à simplicidade da vida do campo, que acabam por transformá-lo. O solar, foi agora arranjado com alguns elementos mais citadinos, como a colocação de novas janelas, mas não perdeu a sua beleza rústica.

Este conto foi publicado, primeiramente, "pelo jornal de Notícias do Rio de Janeiro, em 1892, e serviu como base para a posterior redação do romance A Cidade e as Serras em que Eça de Queirós começaria a trabalhar em 1893 e que receberia versão final apenas em 1901, após a morte do escritor."

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_(conto)