Um livro e 2025
Bom dia.
O livro "Baltasar, o grande" de Kirsten Sims (edições Orfeu Negro), cruzou-se comigo recentemente. Embora seja um livro para crianças revelou-se apelativo e cativante. Por um lado, remete para o universo da família e do Natal e, por outro, faz-nos pensar sobre os desafios que as alterações climáticas nos colocam.
É curioso, que o herói do livro, o Baltasar, seja um urso polar, e embora a edição que tive a sorte de encontrar seja de 2016, a verdade é que recentemente surgiram notícias que dão quase por certo o desaparecimento do lar deste ser vivo. Na capa, ele olha para nós como que a pedir que lhe expliquemos o que se passa.
Não temos resposta pois não?!
Feliz 2025 com boas leituras.
Até breve.
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III - 3a Parte - Tríptico poético em clave de Sol
À mudança do mundo, tudo dou, sem escolha, que eu, para ele, de tão pouco, nada sou. Às vezes resta-me uma estrela Alpha Centauri, sem nexo, de brilho cristalino, gélido, e eu me deixo ir preplexo. Só que, no Universo, tudo o que é próximo, é também um irradiar distante... Pelo que, para ir além no horizonte, fecham-se os olhos, e a imaginação necessita-se então aos molhos... Para o novo Sol Centauri, nem a rápida arte de viajar, que permita ver outros prados verdejantes, nem novas estrelas à noite refletidas em novo mar. Temos só a poesia perfumada, nostágica do Antes. Nota: a estrela Alpha Centauri é a estrela mais próxima da terra, encontrando-se a 4 anos luz. A velocidade da luz é cerca de 280 mil quilómetros por segundo.
Tríptico poético em clave de Sol
I Primeira parte Um dia irás além. Verás de novo o horizonte como ao presente, após esqueceres o efémero e mudo passado. II Segunda parte Alguém disse, e escreveu, que na vida só se é feliz quando se ama alguém. E eu acredito, porque só então as íris se dilatam com a cromaticidade da incadescência musical. E ninguém leva a mal. E quando me levanto pela manhã, já a a eternidade do sol irradia o seu calor de átomos saltitantes. Dantes tudo era ausência, então tudo é demência. Mas, não há esquecimento nem se sente o vento, só o tormento que permite dormir ao relento. E a morte nada pode, porque a vida, passada em revista é uma sucessão de bebidas, aperitivos, queijos e beijos, diante da nossa vista. [para breve a 3a parte] Até breve.
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