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| Fotografia da minha autoria |
«É de batalhas que se vive a vida»
Permaneço à margem da vida que escolhi
A linha que separa a vontade de viver
Da necessidade de sobreviver
É ténue. Finita. Quebrável.
Na maior parte do tempo
Sinto-me a tentar equilibrar
Numa corda incrivelmente fraca
Para não cair no lado da sobrevivência
Há dias em que me apetece
Desligar a ficha
Mas é no exato momento
Em que quase o faço
Que uma nova força me invade
E me obriga a mudar de pensamento
Permaneço à margem por culpa
Da minha débil imposição
Talvez um dia mude
E não precise de continuar
Nesta profissão de trapezista
Que não me acrescenta
Apenas me desgasta
- É hoje. Só pode ser hoje.
