Festa do Livro de Belém 2018
Vamos a mais uma facada na utopia de comprar menos livros?
Confesso: a esta feira/festa eu já vinha com a ideia pré-feita de, tal como no ano passado, aproveitar para comprar livros do fundo de catálogo da Europa-América, nomeadamente a bibliografia do grande Jorge Amado.
Este ano fui acompanhada e melhor prevenida: o meu namorado não estava a trabalhar, e, em vez de ficarmos a torrar ao sol da fila do Museu da Presidência, entrámos pelo Jardim Botânico Tropical, que eu vira nas redes sociais ser uma entrada alternativa - e uma excelente alternativa, acrescente-se, pois estava muito mais calma e é uma oportunidade para visitar o jardim de graça (oportunidade que não aproveitámos particularmente, pois o calor era muito).
Demos cerca de volta e meia ao espaço, e a certa altura ainda parei na restauração (que não tinha visto no ano passado), porque o calor era muito, eu fraquejava (sou criatura de tensão baixa), e cedi ao menu bola de berlim + café das Bolas da Praia. Mas vamos ao que interessa.
Se eu tinha uma missão em mente, o meu companheiro não tinha ido no ano passado e quis ver as coisas com mais calma (excepto os lindíssimos jardins, que visitámos este ano na iniciativa dos jardins abertos em Lisboa); logo no início, ficou curioso com um livro da Livros Horizonte sobre o ciclista Rui Sousa, e, mais à frente, cedeu aos livros de bolso da Bertrand, comprando Eça de Queirós e Raul Brandão.
A Europa-América foi, mais uma vez, a minha perdição, desta vez planeada. Facto curioso: o volume I dos Subterrâneos da Liberdade não estava lá! Comecei por olhar para Tenda dos Milagres, depois para o ABC de Castro Alves, que quero ler desde que li O Amor do Soldado, e depois vi A Descoberta da América pelos Turcos, que, juntamente com Mar Morto, que li há vários anos, inspirou uma novela que adorei do alto dos meus onze anos (Porto dos Milagres, anyone?) e... meio com vergonha, trouxe logo os três, sei lá qual é o próximo a esgotar...
O que significa que neste momento tenho vários livros do Jorge Amado por ler, e em breve quero-me dedicar a ele. A quem me esteja a ler, aliás, deixo desde já a questão (que colocarei mais tarde no Facebook): qual destes devo ler a seguir? Ou devo atacar por ordem cronológica?
O País do Carnaval 1931
Jubiabá 1935
ABC de Castro Alves 1941
Os Subterrâneos da Liberdade (trilogia) 1954
A Tenda dos Milagres 1969
Tereza Batista Cansada de Guerra 1972
Farda Fardão Camisola de Dormir 1979
Tocaia Grande 1984
A Descoberta da América pelos Turcos 1994
Ora, após a Europa-América foi a bola de berlim, depois uma paragem na banca do ISCPSI e a aquisição de um livro sobre ética policial, eis que chegamos à Leya. Sentadas para dar autógrafos, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães. Já falei da minha nostalgia com Uma Aventura aqui, e li outros livros da dupla (nomeadamente alguns da colecção das viagens no tempo), mas o que se calhar não sabem sobre mim é que o meu museu favorito de Lisboa é precisamente o Museu Nacional de Arte Antiga - o Palácio das Janelas Verdes, onde se passa o livro mais recente da colecção. Incitada pelo meu namorado, comprei o livro, pedi um autógrafo e contei-lhes que tinha lido a colecção até ao 40, mas desde então que não lia nenhum livro delas. Destaco a enorme simpatia e à-vontade, até porque eu estava com uma vergonha tremenda, confesso.
Por último, voltámos à Livros Horizonte, de onde veio não só o livro sobre Rui Sousa, mas também Versos com Gatos, da autoria de José Jorge Letria, escritor que admiro, com ilustrações de Octavia Monaco. Os livros infantis da Livros Horizonte encantam-me e estou claramente, a pouco e pouco, a construir uma colecção de livros com gatos.







