Abrem os lírios nos campos orvalhados,
Matizando os verdores tons pastéis,
Os tornando os mais belos dos vergéis, Por artistas famosos não pintados...

Nas planuras das relvas abrem os lírios,
Com os encantos d' alvura dos corcéis
Versejados por tantos menestréis
Nos momentos de sonhos, de delírios...

Borboletas revoam nos espaços...
Mais parecem  etéreas bailarinas,
Num tapete de  sonho e fantasia!

E de longe nos lembram estilhaços
De alvacentas cambraias purpurinas,
Atirados nos campos da poesia!

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