| Fotografia da minha autoria |
... Baloiços!
[O meu olhar brilhava sempre com mais intensidade quando, num parque infantil, os baloiços estavam desocupados, prontos para que usufruísse do seu modesto voo. Nem mesmo quando caí com algum aparato - por não ter controlado bem a força do embalo - deixei de querer baloiçar. Porque há uma sensação de liberdade que nos move e que, na mesma medida, nos causa borboletas na barriga - afinal, estamos a desprender-nos do chão e a sentir o céu um pouco mais perto. Ainda hoje, se puder, gosto de me sentar num. Em silêncio, recuo à infância - à minha e à daqueles que também empurrei nesta viagem - e a memórias felizes. Talvez por isso gostasse tanto de ter um baloiço num possível cantinho de leitura. Se calhar, entre cada ir e voltar, aprendemos a marcar o ritmo certo e a equilibrar cada impulso que nos mantém em movimento].