postado por Rafaé.
Brasileiros. Somos assim. Falamos em excesso sobre tudo. Vivemos brincando com o que não devemos. Seja com Deus, o Diabo, ou a pedofilia. A morte também foi um tema banalizado nas mesas de bar. Mas foi aí que o destino nos preparou a vingança. Seja ela do céu, inferno ou das crianças mesmo.
Todos brincavam, faziam piadas a respeito de uma inprovável morte da nossa saudosa Dercy Gonçalves. Comunidades no Orkut não faltaram pra execução da piada. Mas o destino? Ah, esse não falha, jamais errou! Dercy sucumbiu às piadas e foi para o lugar onde tudo é bom e eterno.
Tudo bem. Perdemos uma grande brasileira. Mas estamos preparados pra isso. Afinal de contas, já perdemos grandes nomes, como o Grande Otelo. Mas o que ninguém esperava, é que a morte da Dercy abriria a porteira para que todos os nossos medalhões fossem a acompanhar na terra boa e eterna!
Quase oito meses depois, Clodovil partia dessa. Três meses depois, Michael Jackson foi, finalmente, mandar o seu Moon Walk na lua. Provavelmente ensinará o segredo do passo a São Jorge (eterno Moon Walker). Até aí tudo bem, estamos sempre preparados para grandes perdas.
Mas aí vem o trauma: Herbert Richards! Meus primeiros contatos com a Globo. Com os filmes, também medalhões. A história sem fim, Curtindo a vida adoidado, Duas babás da pesada… Só chegaram até mim em “Versão brasileira, Herbert Richards”. E só agora eu descobri que ele realmente existia. E o pior, morto!
2009 realmente foi um ano pesado. Quando achávamos que tudo estava passando. O natal se aproximava. Poderíamos finalmente encher a cara e nos contentar com as camisetas de presente, dezembro mostrou toda a sua fúria. Em menos de 24 horas, Lombardi (o dono da Tele Sena, e do robô Silvio) e a Leila Lopez. Ah… minha sexualidade aflorou namorando ela, no Pantanal. Menos de uma semana depois, Alborghetti. Por que, gente? Será o fim dos tempos? Guerras e aquecimento global, isso a gente supera. Mas um mundo sem medalhões? Aí já é demais.
Sim, estamos carentes de medalhões. Mas quando eu achava que o pior já tinha passado. Que 2009 havia sido um ano daqueles. Começa fevereiro de 2010, quase carnaval e adivinha! ET, o cara que mais acordou artistas no Brasil, também parte pra terra boa e eterna. Sem contar que a Hebe me aparece com câncer. Gente, onde esse mundo vai parar?
Essa é a nossa realidade, Brasil: estamos ficando órfãos de medalhões. Tenhamos compaixão uns com os outros. Porque nesse ritmo, eu realmente não sei onde esse mundo vai parar…