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Inauguro hoje uma nova rubrica no blog, denominada “Notas sobre as pessoas dos livros”.

O objetivo é simples: tentar, através de exemplos práticos com os mais me deparo, provar “cientificamente” que as pessoas dos livros, regra geral reagem de uma forma mais racional em situações do mundo real do que as outras pessoas.

A definição de pessoas dos livros é simples: são pessoas que leem, que gostam de livros, que consideram o entretenimento e do conhecimento que estes providenciam como uma condição essencial à sua vida.

A primeira nota vai para algo que ultimamente me tenho deparado e que tem que ver com a diferença efetiva entre alfabetização e literacia sendo esta última entendia como “a capacidade para perceber e interpretar o que é lido”. Hoje a esmagadora maioria das pessoas já faz parte do grupo dos alfabetizados, mas há muita gente iletrada (entendido aqui como quem não compreende com facilidade o que lê).

A minha experiência diz-me que se nota uma diferença entre as pessoas dos livros e todos os outros, independentemente do grau académico. Há cada vez mais pessoas que não conseguem interpretar o que leem. Entender o que realmente é escrito. Não sei se esta é uma consequência da velocidade da informação nas redes sociais que “obriga” a que apenas se passe os olhos por cima sem profundidade, ou se tem outro fundamento.

As pessoas dos livros têm uma capacidade diferente para entender, interpretar, encontrar sentido. Esta realidade é percetível, por exemplo numa reunião entre várias pessoas. Arrisco dizer que, dependendo do tema, consigo muitas vezes identificar quem é e quem não é uma pessoa dos livros pela capacidade de entender, argumentar e relacionar ideias.

Desse lado, reconhecem esta realidade?