Por José Leonardo Ribeiro Nascimento
Não escrevo críticas de cinema. Não tenho conhecimento necessário para tanto. O que se segue, a exemplo de outros textos, são anotações pessoais sobre a impressão que um determinado filme causou sobre mim. Sim, arrisco-me a dizer: gostei/desgostei da fotografia/montagem/atuação. Tal roteiro é ruim ou bom (nesse aspecto, não precisa ser um especialista em cinema, basta ter o hábito de ler coisas boas e uma boa dose de discernimento.
O caso desse texto sobre O Filho da Noiva, de Juan José Campanella, não poderia ser melhor exemplo do que afirmei no primeiro parágrafo. É impossível, para mim, julgar objetivamente a película somente por esse ponto de vista. Assim como afirmei no texto que fiz sobre os filmes “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol”, sou feliz no meu casamento, e isso define como as três películas são vistas por mim.
O Filho da Noiva é um filme de amor. Sobre amor. Amor de verdade.
Não há muito a se falar além disso, apenas que eu acredito no amor e acredito que o amor faz milagres, e que um casal como aquele, apaixonado após 44 anos juntos, existe além do filme. Eu acredito que eu e minha esposa seremos assim. Precisa falar mais alguma coisa?
