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| Fotografia da minha autoria |
«(...) desiludi com as palavras»
O compromisso que abracei com o desafio 30 Antes dos 30 não me iludiu. Isto é, embora tivesse sido minha a decisão de incluir determinados títulos em detrimento de outros, estava consciente que nem todas as histórias teriam o mesmo impacto. Portanto, procurei equilibrar as expectativas e partir para cada leitura de peito aberto.
Como mencionei nesta publicação, tenho o cuidado de retirar o melhor de cada narrativa, mas mentiria se dissesse que não me desiludi com algumas que li, porque ficaram aquém daquilo que idealizei. Os dois livros que inclui nesta partilha não foram, de todo, uma perda de tempo. E, aliás, tendo em conta a lista inicial, nem foram bem uma deceção. No entanto, inconscientemente, acalentava a esperança de embarcar em dois enredos arrebatadores - ainda por cima, porque um dos autores escreveu um dos livros da minha vida.
Cada obra merece o seu destaque, mas fez-me sentido que estas dividissem palco, pois despertaram reações similares. Foram leituras mornas, mas que não me demoveram de ler mais de Lobo Antunes e Jane Austen.
MEMÓRIA DE ELEFANTE

Avisos de Conteúdo: Doenças Mentais, Linguagem Explícita, Preconceito
O início foi um pouco confuso, pela sucessão de memórias aparentemente desfragmentadas, que nos levam para múltiplos lugares, pensamentos e estados de espírito. Apesar disso, achei interessante o retrato da angústia sentida pelo protagonista e a própria desconstrução do quotidiano de um psiquiatra, porque nos relembra que, independentemente da profissão que abraçamos, podemos sucumbir e precisar de algo que nos permita viver. Confesso que não sei se este livro tem algo de autobiográfico, mas há passagens que despertam essa sensação. É uma narrativa curta, mas um pouco exigente por todos os saltos lógicos que contém.
«-Cheguei ao fundo dos fundos, continuou o psiquiatra,
e não tenho a certeza de conseguir sair dos limos onde estou»
PERSUASÃO

Avisos de Conteúdo: Preconceito
A escrita de Jane Austen não desilude, porque a sua visão é sempre envolvente. No entanto, a história não me cativou. Senti-a um pouco confusa [em algumas partes] e bastante lenta; e não me identifiquei com as personagens - honestamente, faltou-me um pouco mais de intensidade nas suas ações e nas suas convicções. Ainda assim, por oposição, achei muito interessante a sua caricatura da sociedade, porque, com um toque fascinante de ironia, colocou em evidência os preconceitos, a hipocrisia, o jogo de interesses e a valorização das aparências. Além disso, abriu mais um caminho para se refletir sobre o papel da mulher na sociedade.
«Trespassa-me a alma. Metade de mim é angústia, outra metade é esperança»
|| DISPONIBILIDADE ||
Memória de Elefante
Persuasão
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