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Sinopse:

O vento deita abaixo uma árvore na Ribeira Lima e isso faz começar uma história.
Xavier é um artista plástico que se põe a investigar o vento. Conhece Lydia, uma historiadora de arte interessada em escultura, e a sua vida complica-se alegremente. Maria, a ex-mulher de Xavier, é uma atriz em busca de si própria. E a filha dos dois, Luz, quer nada mais nada menos do que resolver o mundo.

Neste tempo da pós-verdade, qual o lugar da criação artística?
Num mundo cada vez mais literal, ainda há espaço para o espírito?

Mas o romance também traz o seu contrarromance. Dimas, um heterónimo do autor, entra na história à procura do famigerado sucesso. Invejoso, busca formas de sugar o ortónimo e acaba a sabotar o livro: liberta as personagens secundárias, apodera-se de referências alheias, rouba páginas para se safar, baralha os registos da narração.
Noutro plano, esta história de histórias – que vai da Ribeira Lima a Berlim, do Porto a Madrid, de Bruxelas a Heidelberg, de Lisboa a Lublin – constitui uma pergunta europeia, num tempo de divisões e guerra.
Com Vento nos olhos, o autor do premiado Oração a que faltam joelhos volta a oferecer aos leitores um olhar inteligente sobre a arte e o tempo, cruzando temas eternos – como a morte e o renascimento – com outros tão prosaicos como autoestradas, restaurantes e desenhos animados.