
Todos parecem pensar de maneira diferente, e todos pensam depressa. Alguns conseguiram ver aquilo que os outros não viam.
O que têm em comum Marx, Freud, Proust, Einstein, Kafka, Karl Landsteiner e Siegfried Marcus? São judeus e ajudaram a moldar o mundo entre 1847 e 1947.
Num período de 100 anos, um punhado de homens e mulheres transformaram o mundo e o nosso
olhar sobre ele. O que é que estes visionários têm em comum? As suas origens judaicas. O dom de pensar fora da caixa. O raciocínio rápido.
Muitos são sobejamente conhecidos, como Marx, Freud, Proust, Einstein, Kafka. Outros despareceram da memórica coletiva.
Contudo, sem Karl Landsteiner, não haveria transfusões sanguíneas. Sem Siegfried Marcus não existiria o automóvel a gasolina. Sem Rosalind Franklin a genética seria bem diferente. Por detrás dessa vaga de génio está uma mentalidade moldada pela religião e cultura judaicas, mas também pelas pressões do antissemitismo.
Neste livro, Norman Lebrecht traça a influência e importância que várias personalidades judaicas tiveram na inovação científica e tecnológica, nas transformações políticas e sociais e nas revoluções culturais entre 1847 e 1947, tendo como fio condutor uma corrente de angústia existencial num
período em que os judeus viveram presos pelo temor de que os seus direitos de cidadania e liberdade de expressão sejam revogados, levando estas grandes mentes a pensarem o impensável.
Adequado quer ao perito, quer ao leigo, 'Génio e Ansiedade', de Norman Lebrecht, chegou às livrarias a 14 de janeiro e tem uma linguagem acessível e uma escrita sensível e empática.
Organizado pela sequência de episódios marcantes que marcaram este período de 100 anos, resulta numa simbiose perfeita entre história e biografia.