por talesforlove, em 17.02.22

Não há dúvida que a tragédia das inundações no Brasil nos fazem pensar nas alterações climáticas até porque em Portugal é a seca que é uma realidade, aparentemente para ficar.

Aqui mais informação:

https://pt.euronews.com/2022/02/16/fortes-chuvas-provocam-dezenas-de-mortes-no-brasil

https://www.jn.pt/mundo/inundacoes-no-brasil-obrigam-a-retirar-mais-de-11-mil-pessoas-das-suas-casas-14440805.html

Como a poesia, tal como a beleza, existe nos olhos de quem vê, fica um poema de Florbela Espanca que alude ao calor e à água de uma fonte.

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:

- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Partilha-se ainda o texto de um blog que é pertinente pois as pessoas afetadas merecem ser ajudadas neste momento difícil.

https://perderbem.blogs.sapo.pt/a-dureza-da-generosidade-7661

Até breve.