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Nov22

Maria do Rosário Pedreira

Em 1959, ano em que nasci, passaram-se coisas boas, entre as quais a adopção pela Sociedade das Nações da Declaração dos Direitos da Criança, o primeiro texto do mundo que foi adoptado por todos os países sem reservas. Este texto, que tivera uma versão inicial nos anos vinte, foi ampliado em 1959 e também quarenta anos depois, em 29 de Novembro do ano de 1989, passando então a chamar-se Convenção dos Direitos da Criança; ora, dada a proximidade da efeméride, a revista Visão Júnior, pela pena de Fernando Carvalho,  inclui um interessante artigo em que selecciona livros infantis que servem como ponto de partida para as crianças saberem e respeitarem estes direitos de que são as protagonistas. Tu e Eu e Todos, de Marco Farina, fala, por exemplo, do que torna uma criança única, abordando os temas da diferença e da igualdade. Já a Carta aos Líderes do Mundo, assinada conjuntamente por Maria Inês Almeida (portuguesa) e Flávia Lins da Silva (brasileira), é um apelo de uma menina de doze anos para que quem manda no mundo cuide do estado do Planeta para as gerações futuras. Assim como Tu, de Raquel Salgueiro e Jorge Margarido, está mais focado no problema da tolerância; mas há mais livros, claro, que ajudam a transmitir aos mais pequenos os direitos consagrados nos documentos que lhes são dedicados. De pequenino se torce o pepino.