Posso afirmar que este foi um dos melhores livros que li até agora. Apesar da sua densidade, consegui terminar a leitura em pouco mais de uma semana, em setembro de 2006. Acompanhou-me em casa, na praia e no trabalho!
Dan Brown consegue manter-nos no suspense página após página, com uma escrita deveras inteligente, vertiginosa com muitos pormenores científicos e históricos que nos agarram do princípio ao fim. O livro poderá assustar alguns leitores menos assíduos ou que gostem de livros "rápidos" de ler, mas acreditem que a história nos agarra de tal forma que é quase impossível largar até termos terminado de ler.
A personagem principal é Robert Langdon, que é um conceituado simbologista de Harvard. Apesar de se compreender muito bem cada livro por si só, "O código da Vinci" é editado depois de "Anjos e demónios" e faz parte da saga deste autor, no qual a personagem Robert Langdon é apresentada pela primeira vez.
Robert está em Paris para fazer uma palestra quando sabe que o curador do Louvre apareceu morto no museu em circustâncias muito estranhas, entre as quais, um código junto ao corpo. Para descobrir o código, Robert junta-se a Sophie Neveu, uma criptologista francesa. As ligações que vão fazendo, conduzem-nos a diversos perigos e novas descobertas, onde se incluem pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci ou uma sociedade secreta a que pertenceram figuras tão conhecidas como Sir Isaac Newton, Botticelli, Vitor Hugo e outros.
Outras personagens marcantes ao longo da história é Cilas, Aringarosa e o capitão Bezu Fache. Neste livro, o autor coloca diversas ideias em causa, fazendo-nos pensar sobre a origem de determinados conceitos impostos ao longo de séculos, muitos deles relacionados com o aparecimento do Cristianismo, com a história da igreja católica e com a própria intervenção de grupos importantes da sociedade na ocultação ou disponibilização de factos consoante lhes era conveniente aos seus intentos.
É um livro longo mas a história emocionante não nos deixa desistir. Quando sabemos o final de um livro, repetir a leitura já não é tão entusiasmante, mas agora quando pego no livro e o desfolho, dá-me aquela vontade de repetir a leitura.
Quanto ao filme, já tentei mas não consigo manter o mesmo entusiasmo que tive com o livro, talvez por já saber de antemão o fim de cada uma das personagens.