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“Trago as últimas notícias da China. Tenho porcelana, fotografias, entrevistas.
Grande coisa. A livraria do aeroporto de Xangai tinha doze prateleiras de livros novos sobre a China, cinco delas sobre como fazer negócios na China e duas ou três sobre Como Compreender o Carácter Chinês. Esta noite passa na televisão um documentário sobre as condições de trabalho na indústria electrónica de Shenzhen. As leiloeiras dizem que as artes da China são a grande moda, que os bilionários disputam tudo o que seja património chinês para os seus museus particulares. Ai Weiwei tem uma exposição na Bienal de Veneza e está em prisão domiciliária em Pequim.
Toda a gente que volta traz as últimas da China.”

Edmund de Waal, A Rota da Porcelana (Sextante Editora), p.121