«Passo forte

Olhos postos no caminho que vem

Além, por quem

Se ergue o sol de manhã

Tanta teima

E vai a sede até à fonte

Finta, fura, faz figura

Soma e segue em frente

Acirrada valentia

Faz um Homem subir

Falhar, pensar

Voltar a andar e seguir

Ter no corpo

Cada gota de uma enchente

Ser o arrepio que espicaça

Uma corrente

[...]

Tanta teima

Enche o rio que transborda

Vela ao vento e ao bom tempo

Que é chegada a hora

[...]

Se da cinza nasce a ideia

Para me atormentar

Mais depressa tenho ganas

De não me calar

Já expirou a validade da proibição

Eis o toque da alvorada,

Hora da libertação»