09
Out14
Maria do Rosário Pedreira
Parabéns a Patrick Modiano. Escrevi aqui sobre um livro dele, Horizonte, em 19 de Julho de 2012. O Manel, pelo que disse nesse post, está contente. Eu irei explorar outras obras para ver se também fico.

10 comentários
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Aguardo mais informação sobre o nobelizado!!!!

António Luiz Pacheco 09.10.2014
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Podes começar por aqui, António Luiz:
http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/135902.html A propósito desse longínquo "post", recordo uma frase da Maria do Rosário que me faz gostar de Modiano assim à distância (pois não conheço nada dele):
«O mais invulgar é que, neste livro, são as coisas aparentemente secundárias e laterais na vida do homem que recorda (...) que remetem para o que ele não esquece».
Gosto da sensiblidade para as «coisas aparentemente secundárias e laterais na vida», revela sabedoria ;)
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Parabéns ao vencedor. Não conheço nenhuma obra dele, mas de certeza que só terei que olhar hoje para as montras das livrarias.
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Fiquei muito contente com esta escolha de Modiano para receber o Nobel. Li muitos livros seus e tornou-se uma paixão parecida com que a que tenho por Duras. Nem um nem outro me parecem nobelizáveis, mas ainda bem que isso aconteceu. Em Portugal, Modiano é praticamente ignorado, tendo em conta a sua enorme obra. Os belos livros dele encontram-se a preço de saldo em todas as feiras que se realizam por aí. Não se vendem. Em França é idolatrado. É uma instituição mas ao mesmo tempo é um autor de culto, vende muito mas parece ter um estatuto de poeta, um escritor que escreve para poucos. Sinceramente, a sua petite musique tem um poder de encantamento que funciona comigo como funciona com milhares de outros leitores e que queremos que volte a tocar sempre. As histórias em Modiano são o que menos interessa (e isso afasta-o do gosto dominante dos anglo-saxónicos e dos portugueses de hoje). É a linguagem poética da frase, do parágrafo, a construção de uma atmosfera única, de uma melancolia que me atrai neste escritor. Parabéns Modiano!

João Neves 09.10.2014
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Dora Bruder ficou comigo para sempre. Uma rapariguinha de 16 anos que tem conflitos familiares e foge de casa na Paris invadida pelos alemães. Apanhada a deambular pela Gestapo identifica-se como judia e é transferida para um quartel na periferia de Paris, estação de trânsito para os campos. Os familiares procuram-na e não mais sabem dela. O que aconteceu a Dora Bruder? Dora Bruder é uma rapariguinha real que existiu. Parece banal, mas não é quando escrito por MODIANO, o homem tímido que tem vivido uma vida solitária em Paris evitando as galas e feiras literárias. Não é um inovador de estilo literário; a sua força está na sensibilidade que lhe permite descobrir ângulos novos para histórias anónimas.

Artur Águas 09.10.2014
Por haver quem mais inove, não era o meu favorito para o Nobel, mas devo-lhe horas de prazer que merecem todos os prémios.
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confesso desde já a minha ignorância, não conheço o senhor, de todo.
os senhores da Suécia devem fazer uma grande ginástica para conseguirem dar o prémio a alguém que está fora da lista dos favoritos. :)
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Há talvez mais de uma dezena de anos um amigo ofereceu-me um livro deste autor (ainda não o li, está escondido entre os seus amigos de prateleira e ainda não o consegui visualizar nem me lembro do título) recomendando-me este escritor francês; depois disso lembro-me que comprei por € 1,00, na Livraria Barata da Avª. Roma em Lisboa, um pequeno livrinho da ASA "Dora Bruder" que também aguarda por mim...

ASeverino 10.10.2014
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Para quem não conhece, sugiro a leitura da obra «De Si Braves Garçons»