«Eu era livre como um passarinho
A esvoaçar de ninho em ninho
[...]
Mas tu passaste e senti um calafrio
Caí desamparado e perdi o pio
Fui para a gaiola de bom grado
Não sei que bicho me mordeu
Para querer ficar engaiolado
[...]
O castigo é duro e pesado
Para um crime não premeditado
Como o que eu cometi
Ao olhar para ti
[...]
E eu desasado, caído e intimidado
Não sei o que me deu
Mas quis ficar enjaulado
[...]
Maldita a hora em que te vi
Agora só tenho olhos para ti»