“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.
Com esta frase o francês Jean Maurice Eugène Clément Cocteau – eternizado como Jean Cocteau – sintetizou perfeitamente toda sua trajetória aventureira, ousada e inimitável. Para quem não conhece, Cocteau foi um artista no sentido mais pleno e amplo da palavra: foi poeta, escritor, dramaturgo, cenógrafo, ator, cineasta e argumentista de cinema, pintor e escultor.
Uma das grandes reencarnações do ímpeto romântico no século XX, Cocteau expressou em sua obra e sua vida (inseparáveis para ele) a grande inquietação existencial dos modernistas, em atitudes incansavelmente ousadas.
Outras duas de suas frases famosas:
“A juventude é uma conquista da maturidade”.
“O poeta lembra-se do futuro”.
Dá pra ter um gostinho desse infinito a que aspira a obra de Cocteau neste trechinho de Sangue de um poeta (1930), o qual ele roterizou, dirigiu e narrou:
Essa extraordinária aventura surrealista, com imagens inesquecíveis, é uma das experiências estéticas mais inusitadas que alguém pode ter.
Bon voyage.
