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| Fotografia da minha autoria |
«A infância tem as suas maneiras próprias
de ver, pensar e sentir»
A Educação é o instrumento mais poderoso que pode ser usado para mudar o mundo. Esta afirmação é de Nelson Mandela e, inconscientemente, foi o impulso que me encaminhou para a minha área de formação, porque acredito na sua veracidade. Aliás, creio que é a maneira de quebrarmos qualquer barreira que limite o nosso crescimento. Por isso, este trabalho deve começar cedo e ser contínuo. O problema é que ainda existem pontes quebradiças, que impedem que seja acessível a todos.
A Sonha, Faz e Acontece é uma associação que promove a Educação nos PALOP. E o que «começou por ser uma missão de voluntariado de um mês» é, hoje, um investimento efetivo, com três projetos que visam, ainda, potenciar o desenvolvimento sustentável e o empreendedorismo social. O Projeto Príncipe tem «como objetivo proporcionar melhores condições aos alunos para aprender e aos professores para ensinar». Felizmente, a intervenção no terreno expandiu-se, também, para a área da saúde. O Projeto Portugal «dedica-se ao acolhimento e à orientação dos jovens dos PALOP» que chegam ao país para estudar, para que juntos possam encontrar soluções «estruturais que conduzam ao seu sucesso académico» e, posteriormente, profissional. Por último, mas não menos importante, o Projeto Principezinhos pretende «complementar o currículo do pré-escolar na Ilha do Príncipe, através da estimulação das competências sociais e emocionais das crianças entre os três e os seis anos».
Foi graças a uma partilha da Filipa Galrão que tomei conhecimento deste compromisso tão nobre, uma vez que, até ao passado dia 1 de outubro, estiveram a angariar fundos para o desenvolvimento de um pré-escolar no Príncipe. E como é que o planearam? Com a criação de uma agenda escolar solidária, desenvolvida por uma voluntária. Com um custo mínimo de 3€, o montante revertia na totalidade para a formação de recursos humanos locais, alimentação para 20 crianças e a melhoria do meio onde estudam. Naturalmente, não fiquei indiferente à mensagem, pois acredito que são estes gestos de amor que fazem a diferença na vida de quem mais precisa. E foi com o coração a transbordar que li que conseguiram garantir o acesso ao pré-escolar, durante um ano letivo, a duas crianças. O trabalho está longe de se revelar concluído, mas estas conquistas tornam o mundo num lugar muito melhor.
A agenda amiga do ambiente «traça os sonhos» connosco. Mas há outras formas de contribuirmos para as várias causas, como podemos verificar no site da associação. Como referiu Malala Yousafzai, «não me importa se tenho de me sentar no chão da escola. Tudo o que eu quero é ter acesso à educação». Portanto, sempre que estiver ao nosso alcance, procuremos ser o colo e a mão que amparam e que permitem que o futuro destas crianças seja uma fonte inesgotável de oportunidades. É um direito que não lhes pode ser negado. Lutemos, então, pela equidade.
