Fotografia da minha autoria

«Quero ser como as borboletas»

Vinte e oito. Em primeiro lugar, convidar-vos a entrar no meu humilde lar. Em segundo, confidenciar-vos que não sou a maior entusiasta de números pares. Ainda assim, por curiosidade, procurei a vossa simbologia e, sem ser crente nestas questões, não desgostei do que transmitem. Afinal, há mesmo um ciclo antigo a terminar e um novo a conquistar espaço. Garanto-vos que os vinte e sete prepararam bem o caminho, permitindo-me construir rotas de harmonia. Empatia. Gratidão. E muito amor próprio. E como canta Slow J., no seu Bem vindo a casa, «eu não estou preso aqui, eu só voltei. Aqui eu só ostento o que de dentro de mim vem». Temos tudo para tornar esta parceria memorável.

É um hábito meu preparar uma publicação distinta no meu aniversário, porque faz-me todo o sentido estender a comemoração ao blogue, uma vez que é uma parte tão especial da minha identidade. Então, para este ano, desafiei-vos a partilhar suposições que tivessem sobre mim. E só posso agradecer, com todo o meu coração, por tão prontamente alinharem nesta brincadeira. Porque é uma demonstração de carinho que nunca esquecerei. E que já fez com que os vinte e oito começassem cheios de energia. E magia. Sem mais demoras, será que existem mais suposições verdadeiras ou falsas? Será que sou capaz de vos surpreender? Acompanhem-me nesta viagem por alguns recantos da minha essência.

// AS SUPOSIÇÕES DA ANA RIBEIRO //

Suponho que faças limpezas domésticas: Costumo dizer que vivo bem dentro do meu caos, porque tem uma organização própria. No entanto, ainda que não seja a maníaca das limpezas, é uma parte que não descuro e na qual faço por ajudar cá em casa. Só por curiosidade, adoro lavar a loiça e, em criança, divertia-me imenso a lavar a banheira.

Suponho que sejas extrovertida:
Só com quem me sinto confiante, à vontade. A não ser que a pessoa consiga despertar esse conforto imediato, sou bastante reservada.

Suponho que gostes de saídas à noite: Culpada, gosto mesmo! E já tenho imensas saudades de sair para dançar, regressando a casa pela manhã.

// AS SUPOSIÇÕES DA TERESA SILVA //

Suponho que sejas uma pessoa calma e ponderada: É preciso muito para me tirarem do sério. Além disso, gosto de ter a certeza dos passos que dou.

Suponho que sejas uma pessoa com quem se pode contar:
Sempre! A partir do momento que os nossos elos se estreitam, assumi um compromisso com aquela pessoa, portanto, faço por não lhe falhar.

// AS SUPOSIÇÕES DA RUTE MARQUES //

Suponho que trabalhas ou já participaste num grupo musical: Um coro de igreja conta? É a experiência mais próxima. E começou, salvo erro, no meu penúltimo ano de catequese, quando o meu catequista teve a ideia de criarmos um para a missa de sábado. O ambiente era espetacular, porque estava quase em família. E tenho pena de me ter afastado quando entrei no mestrado. Foi, sem dúvida, uma fase bonita do meu crescimento.

Suponho que não gostes de cinema: Gosto, só não é tão prioritário.

Suponho que já publicaste um livro ou sonhas publicar: Já publiquei três textos: dois na revista do Montepio e um graças ao desafio promovido pelo AXN, A Audiência Escreveu Um Crime. Quanto à publicação de um livro, continua em suspenso.

// AS SUPOSIÇÕES DA TIM //

Suponho que sejas uma pessoa sensível e organizada: Eu bem digo que tenho um coração de pedra e sou má pessoa, mas a verdade não é essa. Afinal, estão a ler alguém que chora sempre que vê o filme Up - Altamente! Quanto ao ser organizada, tento, mas de uma forma equilibrada. Porque acho importante gerirmos bem o nosso tempo, o nosso espaço e as nossas tarefas, mas sem permitir que isso nos traga [mais] ansiedade.

Suponho que não deves ser boa cozinheira:

Não sei o que possa ter dado esta impressão, mas... não está muito longe da realidade. E aqui aproveito para agradecer a confiança da Ematejoca que, ao contrário da Tim, supôs que eu era boa cozinheira. Honestamente? Desenrasco-me. Mas acho que o que me falta é mesmo ter mais segurança nas minhas qualidades. E compreender que não preciso de estar à altura de um Chef. Só preciso de descontrair e deixar de ter receio de errar. Apesar disso, adoro arriscar nas sobremesas. Ou em petiscos.

// AS SUPOSIÇÕES DA MARISA CAVALEIRO //

Suponho que adormeces com a cama cheia de livros: E correr o risco de acordar com eles deformados? Nem pensar! Mexo-me muito a dormir, por isso, o mais provável seria tê-los todos no chão, a formar tapete.

Suponho que sonhas com as histórias que lês:

É muito raro lembrar-me dos meus sonhos, mas já aconteceu, sim. E não deixa de ser engraçado.

// A SUPOSIÇÃO DA MATILDE FERREIRA //

Suponho que, um dia, vais escrever um livro: É um dos meus sonhos mais antigos, mas tenho que admitir que já foi um objetivo com mais peso do que aquele que tem agora. E lido bem com esta mudança. Porém, continuo sem estar disposta a largar a mão, pois pode ser uma questão momentânea, por ainda não ter encontrado a ideia indicada, aquela que me faça sentir que vale a pena avançar.

// A SUPOSIÇÃO DO CAPACIDADE DE SER //

Suponho que és artista: Não, de todo. Embora não me importasse nada. Gosto, sim, de alimentar o meu lado criativo, seja na escrita, seja na fotografia - que são duas expressões artistas que me enchem as medidas por completo.

// AS SUPOSIÇÕES DA MARTA CARVALHO //

Suponho que és muito calma e raramente te enervas; que és muito organiza; que és ponderada e que pensas muito bem nas decisões que tomas: Como já respondi a suposições semelhantes, não vale a pena repetir.

Suponho que és uma pessoa que estás sempre lá para os amigos e família, nos bons e nos maus momentos: Embora também já tenha partilhado uma idêntica, optei por destacá-la por uma simples razão, pois é importantíssimo sabermos estar presentes em ambas as situações, com o mesmo nível de compromisso. E isso nem sempre é orgânico. Mas quando as pessoas nos são importantes, quebramos qualquer barreira que nos desvie.

// AS SUPOSIÇÕES DA CAROLINA PIMENTEL //

Suponha que tinhas 24 anos: Apesar de não me fazer qualquer confusão envelhecer, fiquei contente com esta suposição.

Suponho que és muito dona de ti, mulher de ideias fixas e de garra:

Tento, pelo menos, mas este é um caminho em permanente construção, porque depende muito da confiança que temos em nós.

Suponho que corras atrás do que te faz feliz e dos teus sonhos, dedicando-te de corpo e alma ao que mais amas:

Só sei ser e sentir por inteiro, por isso, dou tudo de mim nos meus compromissos e nos meus sonhos. E acho que isso também faz parte do respeito com que assumimos determinadas responsabilidades. Portanto, se é para ser, é para ser.

Suponho que não deixes de ter um sorriso nos lábios para os outros e, especialmente, para ti, ainda que estejas em dia não: Também quebro e não tenho qualquer problema em demonstrá-lo. E não forço uma atitude positiva só para parecer bem. Tenho é o cuidado de não me esquecer que os outros não têm culpa. Além disso, por norma, encaro a vida pela perspetiva do copo meio cheio. E sou de sorriso fácil. No fundo, curto a minha neura, mas não permito que demore muito tempo em mim.

Suponho que és exigente, sabes o que queres e não aceitas menos do que isso: Sou, sobretudo, exigente comigo. Mas tento não me cobrar em demasia - nem aos outros. E, mesmo sabendo o que quero, tenho a humildade de perceber que a vida é feita de cedências e que há alturas em que temos que aceitar menos. Porque, por vezes, construímos grandes expectativas em objetivos que não são tão sólidos assim.

// AS SUPOSIÇÕES DA MENA ALMEIDA //

Suponho que és uma pessoa extremamente carinhosa: Sim, bastante. Mas também tenho o meu traço de mau feitio. Faz parte. Contudo, num panorama geral, sou uma pessoa de afetos. E de abraços.

Suponho que és culta até dizer chega: Gostava de ser muito mais, admito, porque ainda há muita coisa que desconheço. Mas sou curiosa e procuro instruir-me. Porque acredito mesmo que o saber não ocupa lugar.

Suponho que sentes pena de não arranjar emprego: Mais do que pena, é mesmo a frustração de nos dedicarmos tanto numa área para, depois, não termos quem nos dê a mão, porque nos falta experiência - esquecem-se é que só podemos ter essa experiência se nos derem oportunidades para tal. Mas dias melhores virão. E, até lá, continuo a dar alguma assistência num centro de estudos.

Suponho que adoras o teu afilhado e o Porto; que adoras passear, conversar e a tua família; que tens talento para a escrita, que amas dedais e que o teu calçado favorito são os ténis: Sem falsa modéstia, são todas verdadeiras. Mas em vez de ténis, digo sapatilhas.

// AS SUPOSIÇÕES DA MARY //

Suponho que leias cada publicação umas 20 vezes antes de publicar no blogue, para teres a certeza que nada falha: E, mesmo assim, falha, porque o nosso cérebro adora prega-nos partidas. Não digo que sejam 20, mas tenho este cuidado, sim. Porque acho inconcebível publicar sem rever e sem ter a certeza de que era aquilo que pretendia transmitir ao leitor.

Suponho que tens mais de 1,65m: Admito que tive de ir confirmar ao cartão de cidadão e esta é, precisamente, a minha altura.

Suponho que tudo no teu quarto tenha um lugar bem definido e que nunca o tenhas desarrumado: Uma vez que não é uma divisão grande, não convém que o tenha num caos. Mas também preservo aquela cadeira da vergonha. Quanto à disposição, embora os objetos tenham lugares definidos, não é nada muito rígido. Volta e meia vou reorganizando a decoração.

Suponho que sejas mais de dar do que receber: Suponho que sim, ainda que adore receber - e não precisa de ser algo material -, porque é maravilhosa a sensação de se lembrarem de nós. Mas sou mesmo feliz a mimar os meus. E a demonstrar-lhes que ocupam um lugar muito especial.

Suponho que sejas muito paciente, que raramente te chateias, mas quando o copo enche, enche de verdade: Sem dúvida! Costumo dizer que a minha paciência é um saco sem fundo, mas também não abusem da sorte, porque até eu tenho ataques de mau génio.

Suponho que dês segundas oportunidades, mesmo que te tenham magoado muito no passado:

Segundas, terceiras, quartas... Enquanto a pessoa me der motivos para não desistir, eu persisto. Contudo, quando percebo que não há volta a dar, corto pela raiz.

Suponho que mesmo que o tempo não seja muito, estás sempre lá para os teus e moves o que for preciso por eles:

Sim, até porque há muitas formas de estarmos presentes. E, mais do que uma questão de tempo, acredito que seja, sobretudo, uma questão de predisposição.

// AS SUPOSIÇÕES DA JULIANA PINTO //

Suponho que adoras ler livros: Adoro! É mesmo uma das paixões mais bonitas da minha identidade.

Suponho que já deves ter escrito um livro [mesmo sem partilhar ou publicar]:

Criei um, muito amador, para oferecer à minha melhor amiga. E, no ano passado, acabei por partilhar a história no blogue - O Nosso Amor é Como o Vento.

Suponho que pensas muito antes de escrever um post: Depende bastante da publicação em si, porque há algumas que escrevo quase num sopro. Mas há outras que me exigem mais ponderação. O cuidado que tenho sempre é verificar se aquela ideia faz sentido, se a trabalhei como desejava e se transmite, exatamente, a mensagem que pretendo.

Suponho que gostas de viver um dia de cada vez: Sinto que é importante termos planos a médio e a longo prazo, porque isso dá-nos perspetiva e objetivos. Mas foco-me muito no presente, para estar bem comprometida com os desafios do momento. Sem descartar por completo o amanhã, sim, gosto de viver um dia de cada vez, até porque a prática é sempre diferente do que idealizamos, sendo necessário adaptarmo-nos.

// AS SUPOSIÇÕES DA THE ORANGE CLUB //

Suponho que não gostes de cerveja: Adoro cerveja. Principalmente, preta.

Suponho que tenhas medo de centopeias: E aranhas. Aliás, é um misto de medo e de nojo. Só de pensar, já estou toda arrepiada e cheia de comichões.

// AS SUPOSIÇÕES DA SOFIA ALVES CARDOSO //

Suponho que gostas mais dos livros que dos filmes: Verdade, até porque, muitas vezes, as adaptações cinematográficas dispensam pormenores fundamentais. Acho que só no caso d' O Diário da Princesa é que gostei mais do filme.

Suponho que gostas de fotografia:

Adoro e quero muito tirar um curso.

Suponho que não gostas de favas e beringela: E supões muito bem. Porque, de facto, têm sabores que não me conquistam. De todo!

Muito obrigada ♥