Quanta beleza nesta alma casta!
Teus véus encobrem teu olhar, que é puro!
Louca por ti, por teus encantos, juro,
Para te amar a vida não me basta...

Qual garça que revoa em céu escuro,
Perdida na planura, que é vasta,
Busco por ti na vida que se arrasta,
Clamando por teu nome, que murmuro!

Mas tu jamais escutas meus clamores,
E nem sequer percebes meus penares,
Perdido nas estrelas do teu céu...

O teu olhar – que é puro – encobre o véu,
E tu revoas livre pelos ares,
Enquanto eu me morro assim d’amores...