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«Este livro contém o pulmão indiviso»

Diego de Torres Villarroel, distinto Catedrático de Matemática, numa viagem que antecedeu a defesa perante o Claustro da Universidade de Salamanca, adquiriu um «conjunto de globos de grandes dimensões, terrestres e celestes» para enriquecer a biblioteca da Universidade. Embora criticado, chamou-os de «libros redondos», de modo a que não se estranhasse a presença dos mesmos na imensa coleção de obras literárias. E foi nesta designação - e na perceção de repetição do movimento - que Catarina Nunes de Almeida se inspirou.

O CÍRCULO, O CICLO, O [IN]COMPLETO

Livro Redondo é uma travessia poética, composta por cinco partes e cujas divisões nos parecem mostrar fases específicas da nossa jornada, nesse desenrolar em círculo, mas sempre incompleto, respeitando os ciclos que amadurecem, porque a forma como observamos - e vivemos - as situações vai sofrendo metamorfoses.

«Sim, quando um homem dorme ele invade uma escrita»

Nos versos que constituem esta obra, há dúvidas, desejos, quimeras e sedução. Há asas, pés descalços, cegueira e [in]sensatez. E há, inclusive, uma certa religiosidade e um romper de fronteiras humanas.

UMA ALEGORIA

Livro Redondo percorre crenças, filosofias de vida, avanços científicos e mitos. Colocando o Homem no centro de cada poema, estabelece uma alegoria com a criação do mundo, interligando o profano e o sagrado.

«pudesse eu chegar a mim o meu coração»

A escrita, ora simples, ora camuflada em várias camadas, aproxima-nos da complexidade da nossa existência.