Fotografia da minha autoria

«Um projeto de leitura para comemorar os 30»

A literatura é uma expressão artística - cada vez mais - imprescindível na minha caminha, o que não constitui segredo para ninguém. Por isso, procuro abraçar sempre novas maneiras de me estimular a ler com uma certa consistência ou, então, a pegar naqueles títulos que vão ficando perdidos nas estantes. Portanto, aventurei-me no desafio literário criado pela Pam Gonçalves, cujo propósito passava por ler 30 livros antes dos 30 anos.

Iniciei esta jornada no primeiro dia de 2021, ciente que a meta estava, logo de imediato, definida para o próximo dia 15 de abril, data em que atinjo a idade em questão. A margem temporal deixava-me, então, confortável o suficiente para alargar horizontes e gerir leituras que sentisse mais prioritárias. Com altos e alguns baixos, creio que foi um exercício fantástico, que me aproximou de narrativas que, talvez, noutras circunstâncias demorariam a entrar na minha vida. E, só por isso, o desafio já tinha valido totalmente a pena.

Com o intuito de registar tudo o que dissesse respeito ao 30 Antes dos 30, criei um separador no meu Bullet Journal. No seu interior, tinha molduras com os respetivos nomes, que ia pintando à medida que os concluísse. A última moldura foi preenchida, num tom de verde esperança, a 31 de março. Mas o ponto de onde parti não foi bem aquele onde cheguei, porque senti necessidade de fazer pequenos ajustes durante o processo.

 A LISTA QUE TINHA PARA LER 

   

 A LISTA QUE LI 

   

   

A grande maioria dos títulos permaneceu inalterável. No entanto, acabei por trocar dois deles. Deste modo, em vez de ler Uma Educação, de Tara Westover, e Vidas Adiadas, de Dorothy Koomson, optei por ler Apenas Miúdos, de Patti Smith, e Não Serei Eu Mulher?, de Bell Hooks. E, reconheço, foi a decisão mais acertada.

Uma anotação: a ordem pela qual aparecem não representa a ordem pela qual os li. Tal como faço sempre, tive em consideração a minha predisposição para descobrir as histórias e o que fazia mais sentido no momento.

 OS FAVORITOS E AS DESILUSÕES 

Tenho o cuidado de retirar o melhor de cada narrativa, mas mentiria se dissesse que não me desiludi com algumas, porque ficaram aquém das minhas expectativas. Por outro lado, houve outras que me arrebataram.

AS DESILUSÕES


OS FAVORITOS

Equilibrei este desafio com o Alma Lusitana e com outras iniciativas literárias, o que me permitiu uma participação muito mais prazerosa, sem ter a sensação que o tempo começava a esgotar-se. Este conceito, em 2020, não estava nos meus planos, mas revelou-se uma dinâmica muito original e que me encheu as medidas. 

Ainda tenho algumas publicações reservadas dentro do tema, porque não partilhei todas as opiniões sobre as obras que li - e quero escrever sobre as sete que faltam. No entanto, alcancei a meta e estou entusiasmada com as curvas bonitas que este desafio proporcionou. Pode ser que o repita para assinalar outros marcos.