06
Jan20
Maria do Rosário Pedreira
Espero que as vossas férias tenham sido boas. Ultimamente, deu-me para os alemães, sei lá porquê (talvez ande a tentar apanhar o comboio, já que, durante décadas, nem tínhamos noção do que se estava a escrever para esses lados do mundo). Leio um pequeno livro de Daniel Kehlmann, autor nascido em Munique mas que cresceu em Viena e vive hoje entre Berlim e Nova Iorque (caramba). É um escritor muito elogiado pelos seus pares de língua inglesa (McEwan e Jonathan Franzen, por exemplo) e este seu Devias Ter-Te Ido Embora, que fala de um argumentista que vai passar uns dias com a família a uma casa de montanha para terminar um guião de uma série e aí descobre coisas reais ou imaginárias que não são nada agradáveis, lembrou-me a dada altura algumas coisas do universo de Paul Auster e, por outro lado, uns laivos de Murakami, pelo menos, do Sputnik, Meu Amor. Ainda não sei como vai acabar, mas não tardarei a descobrir, pois é bastante pequeno. Mas, sosseguem não conto.