«Saudades que tenho de ti, meu bem
Vivo nesta ansiedade de viver insaciada
E a sede de te ver volta quando lhe convém
Saudades que tenho do teu olhar
Que brilhava no espaço
E era tão descompassado
Que o compasso de espera
Era difícil de aguardar
[...]
Saudades que tenho da tua voz
Que se ouvia lá ao longe
E era bem longe de ti
Que eu chorava ao pensar
Que um dia me ias deixar só
Para quê voar assim de mim?
Deixar-me tão só nesta viagem sem fim?
Para quê? Foste sem me avisar
Começo a acreditar que
Nem as saudades te irão fazer voltar
E nem as saudades nos irão fazer voltar»