Por José Eduardo Rbeiro Nascimento
Uma das maiores franquias de jogos de luta do mundo lançou seu mais novo capítulo no dia 19 de abril nos EUA. Esse novo jogo promete ser o mais sangrento e violento, compensando a falta de sangue dos seu antecessor (Mortal Kombat vs. DC Universe). Como não tenho um PS3 nem um XboX 360, não posso resenhar o jogo em si, mas tentarei aqui relembrar alguns fatos marcantes desse grande jogo.
O primeiro Mortal Kombat foi lançado pela Midway (hoje NetherRealm Studios) para o Super Nintendo em 1992, com a difícil missão de desbancar o sucesso de Street Fighter 2 da Capcom. Nesse primeiro jogo temos Liu Kang, Kano, Sub-Zero mascarado, Janny Cage, Sonia Blade, Rayden e Scorpion, como personagens selecionáveis, e Goro e Shang Tsung como chefes (Réptile também aparece como uma opção de adversário secreto). Há várias peculiaridades interessantes no jogo, como o fato de que todos os personagens eram feitos apartir de modelos reais (no início Jonny Cage deveria ser Jean Claude Van Dame, mas o ator estava sem tempo), e os vários bugs secretos do jogo, por exemplo: numa versão para arcade, as roupas dos ninjas às vezes se fundiam formando um novo ninja vermelho – seguido da mensagem Error Macro (todos achavam ser um personagem secreto; os criadores se aproveitaram para criar o personagem Ermac). O jogo inaugurou ainda os efeitos finais de luta, chamados fatalities, onde cada personagem (depois de fazer uma complicada sequência de botões) fazia uma animação violenta, que geralmente terminava com o inimigo explodindo em sangue e ossos. Havia também os Babalities, Animalities e o Friendship (que tornavam o joga mais divertido). As sequências de Hits eram um dos maiores atrativos, pois os movimentos eram muito bem feitos, as sequências eram divertidas e sangrentas (aparecia o número de Hits e a porcentagem total de sangue que você tirou no seu inimigo).
Os jogos continuaram, veio o Mortal Kombat 2, o 3 (seguido do Ultimate, que era o mesmo jogo melhorado), o 4 (e o gold), Deadly Alliance (Tournament Edition), o Deception (Unchained), o Armageddon (que encerra a cronologia oficial), e o Mortal Kombat vs DC Universe (que não tinha sangue); Além desses foram criados jogos de aventura: Mortal Kombat mythologies: Sub-Zero (que é muito ruim), Special Forces e Shaolin Monkes. A franquia criou ainda 2 filmes: o Mortal Kombat, e sua sequência Mortal Kombat: a Aniquilação (que é podre), uma vídeo de Fã chamado Mortal Kombat: Rebirth, que depois deu origem aos Mortal Kombat: legacy (serão resenhados em outra ocasião), Séries de TV: Mortal Kombat: Defensores da Terra, Conquest, e The Journey Begins, revistas em quadrinho e até um Card Game. A história, de simples, se tornou complexa e interessante, com temas cada vez mais sérios e violentos.
O mortal Kombat 9 é na verdade uma releitura da história dos 3 primeiros games. No Mortal Kombat: A Aniquilação o mal vence (resumidamente), e quando está prestes a morrer Rayden manda um aviso para o Rayden do passado, mostrando os erros cometidos e o futuro que o aguarda. Esse Rayden do passado vai recriar a história mudando o futuro. Abaixo temos a tela de seleção de heróis do MK9:
Na ordem aparecem: Scorpion – Liu Kang – Kung Lao – Sub-Zero / Sindel – Ermac – Reptile – Kitana / Johnny Cage – Jade – Mileena – Nightwolf / Cyrax – Noob Saibot – Smoke – Sektor / Sonya – Jax – Kano – Stryker / Shang Tsung – Baraka – Kabal – Raiden / Extras/DLC – Sheeva – Quan Chi – Extras/DLC. No campo Extra/DLC, devem aparecer personagens extras, adicionados com o tempo; já foram confirmados Cyber Sub-Zero, na foto, Kratos do Gods of War (somente para PS3) e Scarlet (uma nova ninja de roupa vermelha).
A franquia de jogos é grande com espaço para que muito ainda seja criado. Os demais produtos relacionados acima deverão ganhar resenha aqui no blog em breve (sério), inclusive os filmes. Para finalizar deixo aqui um vídeo com todos os fatalities da série (Sangue!!), uma boa nostalgia dos nossos tempos de infância.


