Fotografia da minha autoria

«Só para avisar que já estou disponível 

para receber presentes de Natal»

A dinâmica que mais me entusiasma nesta quadra natalícia é a afetiva. É a possibilidade de me reunir com as minhas pessoas-luz, partilhando aventuras e colo, e escrevendo novas memórias na nossa bagagem pessoal e familiar. Porque não há melhor sensação no mundo do que estarmos presentes, no mesmo plano emocional e de tempo, à volta da mesa ou no sofá. No entanto, seria hipócrita se escondesse o quanto continuo a adorar desembrulhar prendas. Porque também são uma prova de amor.

É claro que, sendo consciente, sei que viveria esta época com a mesma magia se, debaixo da árvore, não se acumulassem sacas e caixas, uma vez que priorizo as ligações e a velha máxima de ter o coração no lado certo. Mas desvendar o que se esconde no seu interior fascina-me. Além disso, é sempre interessante perceber - ou equacionar - o que motivou aquela escolha. Acredito que cada embrulho esconde uma história [quase] poética, porque há um cuidado acrescido quando pretendemos mimar quem nos é tanto. Por isso, nunca perderei este traço genuíno, talvez um pouco ingénuo, e apaixonante que me acompanha desde criança, no exato momento em que o relógio faz soar as dozes badaladas.

É o gesto que me comove. E é esta atenção dispensada que me faz compreender que a minha fortaleza me conhece como ninguém. Excluindo o período da minha infância, em que reproduzia o catálogo da Toys "R" Us na carta ao Pai Natal, não gosto de pedir lembranças. Prefiro que sejam criativos e que me surpreendam. Ainda assim, tenho uma wishlist onde guardo alguns itens que não me importaria de receber.

Livros: Estes artigos nunca são em demasia, por muito que as nossas estantes estejam, praticamente, a abarrotar. Como adoro ler, fico sempre de sorriso largo quando alguém me presenteia com um. Embora a minha lista seja extensa, há sete exemplares que tenho como prioritários: O Meu Irmão [Afonso Reis Cabral], O Ano do Pensamento Mágico [Joan Didion], Verity [Colleen Hoover], Lá, Onde o Vento Chora [Delia Owens], O Principezinho - O Grande Livro Pop Up [Antoine de Saint-Exupéry], Para Onde Vão os Guarda-Chuvas [Afonso Cruz] e Sou Um Crime [Trevor Noah]. Contudo, verdade seja dita, acolho qualquer obra que considerem indicada. Porque receber livros pode proporcionar uma mudança, uma descoberta e uma saída da nossa zona de conforto.

Trivial Pursuit & Monopólio Friends: Estes jogos tiveram pouco espaço - e representação - durante o meu crescimento. Porém, estas versões inspiradas na minha série favorita estão espetaculares. E proporcionariam noites entre família e amigos ainda mais divertidas.

Pack Harry Potter + Monstros Fantásticos: Confirma-se, estou completamente rendida à saga! E só lamento ter demorado tanto tempo a aventurar-me. A acrescentar à minha coleção literária, sinto que as adaptações cinematográficas combinariam bem na minha estante, podendo revê-las sempre que tivesse vontade - ou que as saudades apertassem.

Velas: É um facto que não acendo velas com a maior frequência, mas gosto do toque decorativo e aconchegante que potenciam na casa. O ambiente fica logo muito mais intimista. Relaxante. E leve.

Infaillible Les Chocolats: Nunca fui muito propensa a utilizar maquilhagem, mas os batons são a minha perdição nesta área [sobretudo os mate, como é o caso]. Há imenso tempo que leio maravilhas desta gama da L'Oréal, por isso, estou disponível para receber qualquer tom.

Relógio: É um acessório que não dispenso. E estou mesmo a precisar de adquirir um novo [de preferência prateado e num modelo mais versátil].

South Side Boy // Altice Arena: Há uns meses, vi um vídeo da Inês Rochinha onde ela destaca que, quando não sabemos o que oferecer, devemos oferecer cultura ou conhecimento. E esta frase marcou-me, porque é de uma generosidade e verdade gritantes, já que está, também, nas nossas mãos incentivar uma maior presença em eventos culturais. Como admiradora confessa do Diogo Piçarra, ficaria extremamente feliz se tivesse a oportunidade de assistir a este momento único, que marca a sua estreia em nome próprio na maior sala de espetáculos do país, ao mesmo tempo que apresenta o seu mais recente álbum.

Infinite Book: Os meus textos - e consequentes publicações - são todos escritos à mão. Não só porque adoro todo esse processo, mas também por sentir que estruturo melhor o meu pensamento. No início, recorria aos cadernos, mas a durabilidade não era tão extensa quanto eu desejava. Portanto, optei por passar a utilizar capas de argolas. Só que a quantidade de papel gasta continua a ser absurda. E pretendo mudar esse hábito. Assim, o Infinite Book parece-me a alternativa mais viável. E escolhi para a minha lista de desejos o Starter Kit A5 Genius 2nd Edition de José Saramago, que inclui, para além do caderno, um marcador, um kit de limpeza e um suporte de caneta.

Sapatilhas Campus: Não sou deslumbrada por marcas, mas sempre tive uma predileção pela Adidas. E, em questões de calçado, prefiro investir um pouco mais, até porque priorizo as sapatilhas, apostando na sua qualidade. Este modelo da marca é a minha cara, quer pelo formato, quer pelo conforto. Por essa razão, ando à procura de umas pretas.

Esta wishlist não deixa, apesar de tudo, de ser um mero exemplo, pois há outros artigos que adoro encontrar no sapatinho [canecas, brincos, cachecóis, marcadores de livros, artigos de papelaria]. Porém, independentemente da oferta, o que mais aumenta o meu coração é a partilha que só acontece quando nos colocamos inteiros nesta troca, que será sempre muito maior do que a aparente camada material.

Que artigos têm na vossa wishlist?