24
Jan23
Maria do Rosário Pedreira
Já sei que a maioria dos leitores deste blogue vai já desligar e voltar ao que estava a fazer... Não são, segundo me têm confessado, grandes apreciadores do género. Mesmo assim, insisto, ou não fosse eu poetisa e leitora de poesia, além, bem entendido, de teimosa e com esperança de conseguir trazer para a poesia alguns dos que estão desse lado. A poesia não é toda igual, e o facto de não terem gostado de um poeta não faz com que (garanto) detestem todos os poetas. Uma proposta feliz para quem o quiser testar é a belíssima editora Húmus, de Rui Magalhães, cuja colecção 12catorze, dirigida por Francisco Guedes, tem publicado ultimamente uma série de autores que serve de montra ao que se está a escrever em Portugal. Já aqui falei de António Tavares em Dezembro, mas depois do seu livro admirável saíram vários outros que merecem a nossa atenção, como Arsenal de Vertigens, de Ronaldo Cagiano (um autor brasileiro residente em Portugal que também é ficcionista), Quarto de Século, de Assunção Varela, o que nunca foi sempre, de Rui Teixeira Motta, Fóssil, de Gaelle Instambul, e as mãos vazias, de Maurício Vieira, que acaba de chegar às minhas mãos. Provem e verão.