Fotografia da minha autoria

«Eu vim para mudar a narrativa»

O gira-discos perfeito para revestir a casa de melodia ainda não foi adquirido, mas há narrativas que faço por não alterar, sobretudo, quando conversamos sobre música: porque é impulso, colo e validação para várias etapas do meu quotidiano. E porque é entretenimento puro e aquele abraço apertado que tanto nos conforta.

Na minha biblioteca do Spotify existem playlists mensais e álbuns guardados, para escutar sempre que precisar/apetecer. Portanto, vou alternando no formato consoante a predisposição. É por esse motivo que, depois, o meu wrapped parece uma salada de frutas. Mas eu adoro, já que sou feita de inúmeras sonoridades.

Em traços gerais, o meu 2022 soou assim:

🎧 Géneros Mais Ouvidos: Pop Português, Indie Português, Pop, Hip Hop Tuga e Rock Português;

🎧 O Meu Dia em Áudio: As minhas manhãs são chill amor e calma; as minhas tardes são confiantes, com boas vibrações e empoderadoras; as minhas noites são de romantismo incurável e conforto;

🎧 Minutos de Audição: 35769;

🎧 A Minha Música Mais Ouvida: Satellite, Harry Styles [156 streams];

🎧 O Meu Artista Mais Ouvido: Harry Styles [1051 minutos de audição];

🎧 A Minha Personalidade Musical: Nómada [«Gostas de te perder nas listas de reprodução, mas quando encontras um artista ou uma música que adoras, vão sempre contigo, como um souvenir musical»];

Houve dados que me surpreenderam e outros que não se revelaram surpresa alguma, porque eram demasiado evidentes. Para além de músicas soltas, tive discos a acompanhar os meus dias e estes 12 destacaram-se.

JANEIRO

- um leve recuar à minha infância/adolescência, com uma banda que marcou o meu crescimento -

FEVEREIRO

- intimista, um pedaço de alma a transbordar -

MARÇO

- expõe o conformismo, as crenças e a insistência naquilo que já não é benéfico; 

um álbum que é uma viagem e uma metamorfose para regressarmos às nossas origens -

ABRIL

- intenso, surpreendente e maravilhoso; A Garota Não foi uma bela surpresa -

MAIO

- sinto-me a viver neste álbum desde que saiu, porque há muitas mensagens que nos servem na perfeição; satellite é a minha divisão favorita desta casa tão singular -

JUNHO

- é um manifesto contra o preconceito, contra a marginalização, contra o silêncio que potencia estereótipos e faltas de respeito; com este trabalho, vieram ocupar um espaço que também lhes pertence -

JULHO

- ritmado, descontraído, mas com a dose certa de intervenção -

AGOSTO

- sou fascinada pela voz, pela serenidade e pelas narrativas que a Maro constrói; 

um álbum que comprova o quanto chegou para marcar a diferença -

SETEMBRO

- a descoberta do ano, para mim; transborda emoções, permitindo-nos mergulhar até ao fundo da nossa essência, porque a voz do Gui embala-nos nessa travessia -

OUTUBRO

- é daqueles discos que nos destroem emocionalmente, porque têm todas as situações e mais algumas espelhadas; quase parece que estamos numa conversa entre amigos, que lição de escrita -

NOVEMBRO

- é sobre raízes, pertença e metamorfoses; é inacreditável como a Ana Moura se reinventa, sem perder a sua identidade e envolvendo-nos nessa transição -

DEZEMBRO

- adoro a sonoridade dos Anaquim, por isso, saber que iam ter álbum novo encheu-me as medidas; superaram todas as expectativas, até porque são uma autêntica lufada de ar fresco e eu estava a precisar desta energia -

Menções Honrosas: Oitavo Céu [Dillaz], Renaissance [Beyoncé], Língua Afiada [Salto] e Volume I [Avalanche]

Que álbuns marcaram o vosso ano?