Por José Eduardo Ribeiro Nascimento
Quando o tema “Filmes” foi proposto, tínhamos como premissa que este tema seria o mais comentado, simplesmente por que todos gostamos de filmes, sendo um de nossos mais prazerosos hobbies. Não poderíamos estar mais enganados. Já no primeiro texto, “As time goes bye”, sobre Casablanca, os comentários variaram muito em opiniões: os que já tinham assistido ao filme foram mais positivos quanto à qualidade do filme; já no caso dos que não assistiram, os comentários foram menos empolgados e até negativos.
Esse aspecto sobreveio sobre todos os filmes e respectivos comentários, o que mostra que nosso pensamento inicial quanto aos filmes não se consolidou, mas de alguma forma o objetivo foi alcançado. Ao fim da rodada percebe-se que os comentários foram mais particulares, mais bem trabalhados. Se antes os comentários apresentavam um teor obrigatório, sem opinião pessoal, essa rodada inaugurou algo novo para nós: comentários mais críticos, pessoais e bem construídos.
No geral, os comentários buscaram realmente opinar sobre o assunto, não apenas sobre o filme, mas na forma de construção do texto, argumentos, desenvolvimento e conclusão. Os filmes provaram não ser apenas um tema, mais uma plataforma para temas. Da mesma forma que os livros podem retratar qualquer coisa, os filmes o fazem, inclusive com certas vantagens. Nessa rodada, que não chegou nem perto de ser exaustiva sobre o tema, falamos sobre épicos, fotografia, dramas, esquizofrenia, romance, racismo, personagens inesquecíveis, etc. A variedade de temas e de filmes justifica o nosso leve “desinteresse” por esse ou outro filme.
Quando eu comecei a escrever este texto senti falta de uma coisa: filmes brasileiros. Na minha conclusão, não é por falta realmente de uma boa produção de filmes no Brasil (claro que falta investimento nesta área, mas isso é assunto pra outra novela), mas deve-se ao fato simplesmente de que os filmes que recebem grandes investimentos são apenas as comédias, em sua maioria idiotas, e filmes polêmicos de prisões e favelas. Aqueles que tentam fazer algo mais elaborado não recebem o devido incentivo, e nem sequer conseguem chegar ao cinema brasileiro, salvo em algumas poucas capitais privilegiadas. É realmente uma pena que não tenhamos grandes referências no cinema nacional (leia-se filmes famosos, que fujam dos temas antes mencionados).
Parabéns a nós todos. Com tantas faces diferentes, o gosto pessoal foi bem representado nessa rodada única, que com certeza nos ensinou muitas coisas. Escolher um filme, entre tantos que nos surgiram à cabeça, foi um decisão difícil, mas já estou imaginando qual será minha escolha na próxima rodada de filmes.
