"Voyager, tomo I", de Rui Ramos, Luís Maiorgas, Nelson Cocas, Phermad, Salvador Pombo, Virgínia Gondar, Diogo Campos, Diogo Carvalho , Luís Belerique, Ricardo Reis (R'lyeh Dreams)
Sinopse:
Não fique para trás e acompanhe as aventuras alucinantes deste eterno viajante.
Desde a torre Eiffel até ao outro lado do Universo; da muralha da China à florestas exóticas da sexta Lua de Belhan-Dor.
Não há limites para onde pode ir. A imaginação é a última fronteira.
Junte-se a nós e tenha a viagem da sua vida.
Argumento:
Tendo em conta que este projecto começou por ser episódico (uma prancha/página, uma história), o argumento estava bastante bem pensado, funcionando bem individualmente, mas tendo também um fundo de algo maior.
Ainda assim, mentiria se não dissesse que achei que o Prelúdio (um história com muitas mais pranchas/páginas) conseguiu ser bastante mais eficiente, ainda que pense que nunca teria funcionado bem sem os primeiros episódios individuais. Daí que me pareça que o livro completo tem um equilíbrio muito bom.
A imaginação por trás desta história é fenomenal, e nota-se uma atenção minuciosa aos detalhes.
Um trabalho de equipa excelente, que deu muito bons frutos em termos de argumento.
Desenho e Cores:
Apesar de vários artistas desenharem estas histórias, a verdade é que toda a BD consegue ser bastante coesa a nível visual.
O desenho de personagens nem sempre é o mais visualmente apelativo, mas funciona bem e as expressões estão muito bem conseguidas. Já as paisagens estão fabulosas, assim como os diferentes alienígenas que surgem um pouco por todo o lado. Nota-se um cuidado e atenção aos pormenores, que se sente em cada vinheta.
As cores, na maioria das vezes estão excelentes, complementando de forma sublime a arte, mas nalgumas histórias a pintura digital como que se sobrepôs ao desenho, asfixiando-o e criando um aspecto muito menos interessante do que poderia ser com menos sobreposição de 'funções'. No entanto isto acontece apenas em duas ou três pranchas/vinhetas, sendo por isso praticamente irrisório no grande esquema das coisas.
No restante do volume, o trabalho de pintura digital deu ainda mais vida aos cenários cuidadosamente imaginados pela equipa.
Para terminar, tenho também de referir que a secção dos Extras foi um autêntico mimo. Uma adição que só enriqueceu a BD.
Aconselho a leitura desta BD, pois além de ser bastante imaginativa, consegue levar-nos a viajar por mundos desconhecidos. Um excelente trabalho de equipa!
