Quem aqui costuma passar sabe que este ano li "Outono" de Ali e que não gostei, por isso se calhar nem dia aqui "recomendar" mais nenhum livro da autora. Sucede que por vezes a ideia de que fui eu que não captei toda a essência do livro ainda me assalta, por isso, um dia destes (lá para 2020) talvez ainda lhe dê outra oportunidade.
«O que nós queremos é necessidade. Do que nós necessitamos é de querer.»
Richard perdeu a sua melhor amiga, Paddy, mulher que admirava e de quem gostava profundamente. Deprimido e assaltado por incertezas perante o futuro, o velho realizador decide apanhar um comboio em direção à Escócia, sem destino definido. Brit trabalha num centro de detenção de imigrantes, presa a uma realidade que começa a desgastá-la.
Uma manhã, a caminho do trabalho, conhece Florence, uma criança incomum, quase irreal, que acaba por convencê-la também a rumar até ao norte de Inglaterra. E a viagem destas três vidas, carregadas de dúvidas, medos, vontades e sonhos, é não só a sua, como também a do nosso tempo.
Eis a estação da esperança.
Eis a Primavera.