«Tu já paravas como essa mania

De ver em tudo conta, peso e medida

De me analisar pela morfologia

E dar opinião que nem te foi pedida

Sou pespineta? Só Deus me atura?

Sou bem aventurada e pronta para a aventura

Ai quem te dera este jogo de cintura

Só tens tamanho mas para mim não estás à altura

E diz-me lá, então, quem te deu o direito

De decidir o que posso ou não fazer

Sou maior e vacinada e a ti não te devo nada

Eu sou forte, sou capaz, eu sou mulher

[...]

Não é a letra da etiqueta

Que qualifica ou quantifica a beleza

Não te censuro se te assusta a silhueta

Tenho curvas perigosas com certeza

[...]

Eu sou como sou

É assim que me quero

E no fundo me queres

Assim como sou»