Presentes da Vida – Emily Giffin – Novo Conceito – 2011 – Ficção norte americana – 383 páginas – Nota3♥♥♥.

Beleza Perdida – Amy Harmon – Verus Editora – 2015 – Ficção americana – 332 páginas – Nota4♥♥♥♥.

A sorte do agora – Matthew Quick – Intrínseca – 2015 – Romance americano – 224 páginas – Nota3♥♥♥.

Eu sou o mensageiro – Markus Zusak – Intrínseca – 2007 – Romance australiano – 320 páginas – Nota4♥♥♥♥.

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Volteeeei!

Devo admitir que após a volta das minhas aulas juntamente com meu trabalho, neste mês que passou faltou-me energia para escrever (poderia dizer tempo, mas estaria sendo injusta). Porém nas últimas duas semanas eu venho ouvindo comentários tão positivos e encorajadores que resolvi escrever hoje sobre os quatro livros que li em Fevereiro. Eu sei, já fui mais rápida que isso, mas estou tentando retomar o gás, até porque tenho vinte livros na fila e mais trocentos que pretendo adquirir em breve haha. Saliento que o fato de neste mês que passou ter ouvido vários elogios, críticas construtivas, ter incentivado a leitura em algumas pessoas e até ganhado presente me fez um bem danado. Qualquer sugestão, “estamos aí”.

Aproveito para ressaltar que nenhum superou P.S.: Ainda amo você e este continua sendo meu livro favorito de 2016. Sei também que estou em débito porque falta resenhar alguns exemplares da categoria Cultura, mas neste mês eu ainda irei cumprir…com a força dos céus kkk. Pensei em escrever separadamente em quatro posts as resenhas, mas para facilitar A MINHA vida, resolvi juntar todos em um único post. Por isso fica o aviso, será um bocado longo. Espero que você esteja com tempo. Então, vamos aos trabalhos:

          Presentes da vida foi um exemplar que comprei simplesmente por amar esta autora, ela estar no meu top 3 e embora este livro não tenha contribuído para isso, ela continuará no meu ranking particular. Eu nem tinha conhecimento que este volume se trata de uma continuação do livro O noivo da minha melhor amiga, que virou filme com Kate Hudson (o filme eu já tinha assistido, mas não fazia ideia que se tratasse da autoria de Emily), ele conta a história de Darcy, uma mulher linda e fútil que após trair o noivo Dex com quem está há sete anos, com um dos padrinhos de seu casamento Marcus sendo amigo dele e ver que não ama o noivo, descobre que o seu noivo também mantinha um caso com sua melhor amiga, Rachel. Só que foi Rachel que lhe apresentou Dex, pois eles se conheciam há tempos e Rachel já gostava dele sem Darcy saber. Darcy explode de raiva e mantem seu relacionamento com Marcus até que se descobre grávida dele, só que seu jeito mesquinho, esnobe e superficial afasta todas as pessoas de perto, o que ela nunca antes havia sentido, pois com sua beleza, sempre conseguiu o que queria. Sendo rejeitada por Dex após tentar reatar, brigada com Rachel e abandonada por Marcus, sua família e amigos do trabalho, ela parte para Londres para se esconder na casa de um amigo em comum com Rachel de infância, Ethan, que na verdade não gosta nem um pouco da situação, mas com o passar da gravidez, ela vai se transformando em uma mulher generosa, amorosa, paciente, linda por dentro ainda mais depois que descobre que está gravida de gêmeos. Se envolve com seu médico, Geofrey e não gosta da namorada de Ethan, Sondrine. Mostra toda a sua gestação até o parto. Tenho que admitir que houve uma parte do livro que eu simplesmente detestava TODOS os personagens, por incrível que pareça, todos me pareçam errados e contraditórios. O livro traz uma reflexão sobre ação e reação, sobre causa e consequencia e sobre o que realmente importa que é a amizade e o amor.

          Beleza Perdida foi um livro que comprei após pesquisas eternas na internet em blogs e vlogs de leitoras e só ouvi elogios ao próprio. Ambrose Young é lindo, alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde muito cedo. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose, até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha aonde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas – perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós. É por isso que não tenho palavras para mensurar o quanto eu passei a amar Fern, Ambrose e Bailey. Os laços que os unem são fortes demais para serem quebrados. De um lado temos Fern, uma garota bondosa e repleta de bravura que aos olhos daqueles que não sabiam enxergar, era considerada feia demais. Ela amava incondicionalmente Ambrose, porém, ele era a estrela do time de luta da sua escola e nunca correspondeu os seus sentimentos. Ela se magoou, se sentiu humilhada, mas aquele amor parecia fazer parte de sua alma. Quando ele partiu para a guerra no Iraque, após o atentado de 11 de setembro e levou junto com eles os seus amigos de time, ninguém esperava que quando ele voltasse estaria tão diferente. Entretanto, com um corpo cheio de cicatrizes e fantasmas demais para carregar, ele se sentia como Atlas, com o peso do mundo em suas costas. Fern queria aliviar sua dor, mas ele não se sentia digno dela. Não depois de tê-la magoado tanto. Bailey queria ver sua prima feliz e segura, por isso, fez tudo o que estava ao seu alcance para que o seu antigo ídolo de escola visse além das suas próprias dores e enxergasse nele um exemplo de alguém que possuía os dias contados, mas que não deixava que a vida o derrotasse. Bailey nutre um amor por Rita, ex de Ambrose, e ela também gosta dele, mas as condições o impedem de ficar juntos e ela se vê em um relacionamento abuso e conta com ajuda de Fern, sua melhor amiga. Esse conjunto de personagens tão intensos fez a tarefa de me manter sem lágrimas algo muito difícil. O livro te leva a rever conceitos e o modo como se enxerga a vida. Não se trata apenas de uma história de amor. Aqui, é possível ver um garoto preso a uma cadeira de rodas lutando por aqueles que ama, uma garota considerada feia e que exalava amor, e um jovem que teve que perder sua beleza física para poder ver que o que realmente importava escapava aos reflexos de um espelho.

          A sorte do agora adquiri devido a já conhecer o autor, por “O lado bom da vida” e ele manteve minha expectativa. Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por que, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard. Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. Original, arrebatador e espirituoso, sendo um livro inteligente e sensível. Uma história inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor. O livro é todo baseado nas cartas que Bartholomew escreve. Wendy, Padre McNamee, Max e a Meninatecária o levam a aventuras. Algo que me chama muito a atenção no autor é o fato dos seus protagonistas sempre serem peculiares, diferentes e fora de qualquer padrão convencional da literatura. Através da história, vemos claramente que todos possuem complexidades e são mentes problemáticas e imprevisíveis. Além de abordar temas desconexos e intrigantes, permeiando o surreal e o hilário.

          Eu sou o mensageiro foi um livro que li através do empréstimo de uma companheira que sempre me dispõe seus livros, porque ela sabe que eu cuido como se fossem pedras preciosas, assim como os meus, kkk. Claro que só espero o melhor desse autor, depois de ter lido em 2012 A menina que roubava livros e ter nota cinco e uma lembrança pra sempre em minha memória. Na época também li por indicação. Aproveito para dizer que amo isso. Ed Kennedy é um simples taxista que nos seus vinte anos de existência não possui sonhos e metas para o futuro. É apaixonado desde sempre por sua melhor amiga Audrey, mas até nisso ele é um fracasso, já que ela se envolve com qualquer um, menos com ele. Vive em uma casa alugada com Porteiro, seu cachorro guloso, idoso, fedorento e viciado em café, ele não faz nada além de trabalhar, ler livros e jogar cartas com seus amigos. Contudo, sua vida sem graça ganha um novo sentido quando em um ímpeto, azar ou obra do destino ele impede um assalto a banco e é visto como herói. Mas o que seria um ato isolado incrível na sua vida pacata prova-se apenas o primeiro teste diante de tudo o mais que acontece a seguir, já que a partir disso ele passa a receber cartas de baralho com informações que o leva até pessoas que de alguma forma precisam do seu auxílio e da mensagem que ele sem saber carrega. Entretanto, apesar de aceitar essa missão que lhe foi imposta, ele ainda quer saber quem está por trás de tudo isso e está determinado a não parar até descobrir o real significado de ser um mensageiro. Tem uma relação de ódio com sua mãe, falta de aproximação com seus irmãos, seu pai faleceu há alguns meses e embora fosse bom, bebia muito e sempre. Seus melhores amigos, além de Audrey, são Marv e Ritchie que se mantêm muito próximos por toda a história. Escrito em primeira pessoa, você logo cria uma empatia com Ed e em seu projeto forçado de ajudar as pessoas através dos quatro naipes de Ás que ele recebe, no total de doze pessoas e a última carta, que é o coringa. Os diálogos rápidos e a escrita informal mantem a leitura ágil e fluída. Um cara simples com uma vida mediana, até medíocre me arrisco a escrever, faz o leitor refletir sobre sua própria jornada sem sentido e desinteressante por esta vida. Ed se apaixona pelas pessoas que conhece e ajuda e eu me vi apaixonada pelos personagens também. Um livro que traz uma sensação de leveza ao peito.

Até a próxima 😉