Nesta obra, Filomena Marona Beja regressa a um campo da criação de que gosta particularmente. Uma prática literária que sempre acompanhou o seu trabalho de ficção.

De Volta (aos Contos) abrange alguns dos temas centrais e das inquietações dos nossos dias, como o papel da mulher («Eram todos homens com jeito»), o racismo («O tronco do plátano») ou os traumas de guerra (como em «De volta à ilha»), sem esquecer a cultura e a tradição de um Portugal salazarista («O casal do lagar velho») ou de um país em crise (retratado em «Embarque», «Ó da barca» ou «Fim de tarde»).

Empreendendo uma viagem pelo passado e pelo presente, pelas acções e pelas emoções de cada um de nós, De Volta (aos Contos)constitui não apenas a imagem de um país em crise, mas também, e sobretudo, o retrato de uma sociedade que insiste em acreditar. Ao mesmo tempo que comprova a mestria da autora na difícil arte de narrar com precisão

Filomena Marona Beja nasceu em Lisboa, a 9 de Junho de 1944. Depois de frequentar o Lycée Français Charles Lepierre e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, desenvolveu a sua actividade profissional na área da documentação técnico-científica.

O romance As Cidadãs, editado em 1998, constituiu a sua estreia literária, a que se seguiram, no mesmo género, Betânia e A Sopa (obra galardoada com o Grande Prémio de Literatura dst em 2006), A Duração dos CrepúsculosA Cova do Lagarto (Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB), O Eléctrico 16, Bute Daí, ZéUm Rasto de Alfazema Avenida do Príncipe Perfeito.

É ainda autora dos livros de contos Histórias Vindas a Conto e do conjunto de novelas Franceses, Marinheiros e Republicanos…, tendo igualmente participado nas antologias Histórias em Língua Portuguesa, Uma Casota entre o Muro e o Limoeiro, Uma Terra Prometida: Contos de Refugiados De la Saudade a la Magua, editado em Espanha.

Nota de Imprensa da Parsifal.