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| Fotografia da minha autoria |
«Tudo na casa era desmedidamente grande»
O [meu] Porto tem mil encantos, de recantos que nos prendem o olhar, conquistando-nos para sempre. Porque esta cidade é feita de luz e de uma alma que ampara o coração perto da boca, sabendo acolher num abraço profundo - e infinito. São, por isso, várias as paragens onde pretendo regressar, a cada nova possibilidade. Porém, há uma que aparecerá com mais frequência. Porque, sendo uma das minhas favoritas, pertenço-lhe.
O Jardim Botânico tem uma história fascinante. Sobretudo, pela sua vertente botânica e pelo vínculo literário, até porque é uma zona de referência na «vida e obra dos escritores Sophia de Mello Breyner e Ruben A». Portanto, não faltam motivos para nos perdermos pelos seus patamares, deixando-nos envolver pelas espécies raras e exóticas. Contudo, há ainda outra razão para nos aventurarmos numa visita: o Magical Garden.
Este evento cultural veio, então, cobrir o Jardim Botânico com outro brilho, atendendo a que, num percurso de mais de um quilómetro, somos surpreendidos com 20 atrações luminosas, lanternas temáticas, light design, projeções de videomapping e experiências interativas. Com o claro intuito de aproximar o público e a natureza [e com um espaço adaptado para pessoas com mobilidade reduzida], embarcamos numa viagem inesquecível.
O espetáculo tem sentido único, com um percurso bem delimitado. E, embora apresente uma duração média de uma hora, o ritmo é marcado pelos visitantes, usufruindo da experiência sem pressas. Assim, somos recebidos, na entrada, pelo Arco Íris de Boas Vindas e, depois, vamos descobrindo a Biodiversidade Encantada, a China Misteriosa, o Dragão de Macau, o Japão Místico, o Egipto, os Quatro Elementos, o Egipto Dourado, a Selva Perdida, o Parque Jurássico, o Lago do Leopardo, a Índia Vibrante, os Micro e Macro Catos Interativos, o Deserto Espinhoso, os Azulejos Vivos, o Jardim das Rosas e, por fim, o Jardim das Orquídeas.
O Magical Garden leva-nos numa «viagem à volta do mundo», potenciando uma experiência sensorial noturna «cheia de luz, som e cor». Porque cada detalhe conta uma história. Neste ambiente imersivo, senti-me a deambular por uma realidade paralela, com uma criatividade desarmante e que apela à nossa imaginação. Por isso, através do seu dialeto encantado, avançamos lentamente, só para que a visita se prolongue um pouco mais. Só para que o nosso olhar memorize tudo aquilo que as palavras não serão capazes de reproduzir.
Já tiveram oportunidade de visitar?
