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Set12

Maria do Rosário Pedreira

Não é todos os dias que um Prémio Nobel da Literatura nos visita e, como tal, é missão de quem gosta de livros publicitar a iniciativa. Tanto mais se, como é o meu caso, sou admiradora da autora nobelizada e gostaria que ela tivesse mais leitores em Portugal. Estou a falar de Herta Müller, de quem li os primeiro dois livros que foram traduzidos no nosso país – Tudo O Que Eu Tenho Trago Comigo (o meu preferido dos dois) e Hoje Preferia não Me Ter Encontrado – e que vem ao Goethe Institut de Lisboa amanhã às 18h30 falar do recém-lançado em Portugal Já então a Raposa Era o Caçador, que conto ler em breve, prometendo desde já um post a propósito. Se já é um admirador da obra, ou simplesmente quer conhecer a autora, não perca a apresentação. Eu tive a felicidade de a ouvir no ano passado na Feira de Guadalajara, no México, na mesma mesa de Mário Vargas Llosa, e achei que ela fez melhor figura do que ele. É nestas alturas, aliás, que tenho pena de ter esquecido o alemão que aprendi. A tradução simultânea, de qualquer modo, está prometida.

Em tempo: Fui informada agora mesmo por um leitor atento que o primeiro livro de Herta Müller publicado em Portugal foi A Terra das Ameixas Verdes, pela Difel. Obrigada ao Bruno Amaral. Peço desculpa pelo lapso.

Em tempo de novo: o escritor Sandro William Junqueira, apreciador da autora, diz-me via Facebook que crê que o primeiro livro de Müller publicado em Portugal é O Homem É Um Grande Faisão sobre a Terra, da Cotovia (1993). Agradeço de novo e de novo peço desculpa.