| Fotografia da minha autoria |
«Cada momento é pior»
Desembarcou um corpo sem luz
Numa narrativa perdida
De onde já não saem versos
Palmilhados a papel
E que nem comboio
Sobre carris enferrujados
Soltei da minha mão
Um sonho longo
Um sonho lento
Saturado do silêncio que foi ficando
Talvez noutro dia
Procure por uma vida
Onde os caprichos
Já não sejam mais a vista
De uma varanda abandonada
Mas sendo pedaço de coisa
Pasmo-me e vou permanecendo
Escorregando no desejo
De ver nascer só mais um canto
E um jogo de luz deitado ao mar