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| Fotografia da minha autoria |
o peito desacelera pela falta que se esfuma
pela saudade que já é dita de cor
por tudo o que já deixei de ser pela ausência
da tua mão em mim, do teu cheiro, do teu colo
recuo, permaneço dentro de quatro paredes
há lágrimas que pesam
que são como cristais estilhaçados
e os dias sucedem-se em neblinas de uma paz quebrada
sem chão, sem teto
uma paz que levaste quando saíste
e eu fiquei para trás
neste sítio que nos estranha agora que és só
uma memória, uma pedra neste coração vazio
deixei de te querer, mas a tua voz ainda ecoa
enquanto volto a trilhar o meu caminho
enquanto procuro um abrigo para as cinzas
que renascem sem que te lembres
há uma falta que desaparece
e as palavras deixam de ecoar no meu peito
ainda que me perca no sonho do teu regresso
