Fotografia da minha autoria

«Não há nada como regressar»

A partilha de conteúdo tem tanto de desafiante - por aquilo que implica na nossa criatividade -, como de entusiasmante, porque crescemos nas palavras dos outros, ao mesmo tempo que criamos anticorpos, aprofundamos conhecimentos e aprendemos a observar a vida de outras perspetivas. E é por essa razão que não abdico da interação que construímos em rede, pois acrescenta-me. E permite-me evoluir.

A Rita da Nova, atendendo a este pensamento inicial, tem sido uma fonte de inspiração. Não só pelo seu Clube de Leitura - Uma Dúzia de Livros -, mas também pelas temáticas que aborda. E pela essência que transmite. Além disso, admiro imenso a forma proximal como se expressa. Como cria. E como se reinventa. Em junho, de 2019, reformulou um dos seus segmentos, abrindo a porta ao Verbo para o mês. E começou 2020 com um bastante sugestivo e emocional: regressar.

Acredito, de coração, que devemos voltar onde fomos felizes. Ou tornar a fazer algo que nos encha as medidas. Portanto, abraçada por esta energia, em parte, saudosista e tão motivante, elenquei alguns daqueles que espero serem os meus pontos de retorno para este ano.

Hard Club: Os Roda Bota Fora regressam ao Porto, em Fevereiro, com uma nova temporada do seu projeto de Stand Up Comedy. Como adorei a experiência e todo o conceito, quero muito ouvir o que trazem de novo. E acho que será uma bela prenda de aniversário para o meu pai.

Estádio do Dragão: É uma segunda casa. E parte da minha identidade portista. Mas já não vibro num jogo ao vivo há algum tempo. Por isso, anseio bastante por este reencontro. E espero que aconteça brevemente.

Sintra: Deixei-me apaixonar pela magia da cidade. E, embora tenha ficado com um belo retrato da sua personalidade, por ter visitado o Parque e Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira, pretendo voltar para, finalmente, perder-me pelo carismático Palácio da Pena.

Livraria Lello: É um dos locais mais místicos e encantados que tive o privilégio de conhecer. A última vez que o visitei, ainda não se pagava entrada e era proibido fotografar, o que demonstra bem o tempo que nos separa. Por isso, tenho tantas saudades de deambular no seu interior sempre surpreendente. Espero mesmo redescobri-lo este ano - e, quem sabe, encontrar edições que fiquem bem na minha estante.

Jardim Botânico do Porto: A par da Livraria Lello, é um dos meus lugares favoritos da cidade Invicta. Porque tem uma beleza e uma energia singulares. E já está mais do que na hora de o revisitar.

Dona Maria Pregaria: Tornou-se um dos meus restaurantes favoritos. Pelo atendimento cuidado e célere. E, naturalmente, pelas opções gastronómicas deliciosas. Preciso de colmatar a minha ausência.

Feira do Livro: Os Jardins do Palácio de Cristal contam infinitas histórias. Expressam inúmeras memórias. E fazem-me sentir em casa. Ainda para mais quando acolhem um dos meus eventos favoritos, neste dialeto umbilical, representando uma espécie de Natal antecipado.

Onde esperam regressar este ano?